Quem mora em Manaus e no Amazonas teve um alívio extra no orçamento em agosto. O índice oficial que mede a inflação no país mostrou queda de 0,32% nos preços no mês, resultado que veio principalmente da conta de energia elétrica, beneficiada por um crédito bônus da usina de Itaipu que reduziu as tarifas residenciais em quase 8% em todo o Brasil. Para uma família amazonense que gasta em média algumas centenas de reais com luz por mês, essa redução representa dinheiro a mais sobrando no fim do mês para outras despesas.
As passagens aéreas também deram uma folga a quem precisa viajar, com queda superior a 13% no período, o maior alívio entre os serviços pesquisados. Isso é uma boa notícia para quem mora em Manaus, cidade que depende quase exclusivamente do transporte aéreo para se conectar ao restante do país e onde o preço do bilhete costuma pesar bastante no bolso de quem viaja a trabalho ou para visitar família em outros estados.
Na feira e no supermercado, o alívio também apareceu, ainda que de forma mais pontual. Itens como batata, cenoura e cebola tiveram quedas expressivas de preço, ajudando a segurar o valor da cesta básica. Por outro lado, nem tudo ficou mais barato: o leite fresco e as frutas subiram de preço no período, e os cigarros tiveram alta acentuada, lembrando que a economia doméstica ainda exige atenção item por item na hora das compras.
Apesar do respiro pontual, o consumidor amazonense não deve esperar uma virada imediata no custo de vida. Nos últimos doze meses, os preços no país ainda acumulam alta de mais de 4%, e a taxa básica de juros segue em patamar elevado, mantendo caro o crédito para quem pensa em financiar um imóvel, um carro ou parcelar uma viagem. Analistas do mercado financeiro já projetam uma possível redução nos juros até o fim do ano, o que tende a baratear aos poucos o crédito e os financiamentos para quem vive em Manaus e no interior do Amazonas.




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