Por Maria Martinez
BERLIM, 3 Set (Reuters) - As empresas da Alemanha estão sentindo cada vez mais a pressão competitiva dos rivais chineses, mas a maioria está respondendo com inovação, cortes de custos e expansão para novos mercados, em vez de se retirar de suas áreas de atuação, mostrou nesta quinta-feira uma pesquisa realizada pela Câmara Alemã de Comércio e Indústria (DIHK).
Dois terços das 1.300 empresas consultadas afirmaram que os concorrentes chineses estão exercendo pressão sobre elas, número que chega a 83% entre as empresas industriais.
“A concorrência com a China atingiu uma nova dimensão”, afirmou Volker Treier, diretor de comércio exterior da DIHK.
“As empresas chinesas não estão mais competindo apenas em volume e preço. Elas são tecnologicamente avançadas, inovadoras e cada vez mais presentes internacionalmente”, disse Treier.
No entanto, para 88% das empresas pesquisadas, retirar-se de seu setor de atividade não é uma opção.
Em resposta à crescente concorrência, 60% das empresas afirmaram estar se concentrando na inovação de produtos, 50% na redução de custos e 39% na abertura de novos mercados. Quase uma em cada três buscava maior cooperação com parceiros chineses.
O déficit comercial da Alemanha com a China aumentou em cerca de 22 bilhões de euros no ano passado, chegando a 89,3 bilhões de euros, enquanto as importações para o país europeu cresceram 8,8% e as exportações caíram 9,7%.
A indústria alemã está aumentando a pressão sobre o chanceler Friedrich Merz para que adote uma postura mais dura em relação à China, seu parceiro comercial mais importante, exigindo medidas mais enérgicas contra o que descrevem como concorrência desleal, enquanto a UE se prepara para negociações com Pequim em outubro.




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