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Empresa aérea do grupo Itapemirim diz que problema técnico atrasou pagamento da equipe

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Itapemirim Transportes Aéreos (ITA) informou que um "problema técnico" impediu que a empresa centralizasse os pagamentos dos seus funcionários em um único banco. Como consequência, houve atraso no pagamento dos salários de agosto, diz a companhia.

A aérea pertence ao grupo de transporte rodoviário Itapemirim, que está em recuperação judicial. O grupo foi comprado pelo empresário Sidnei Piva em 2016.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o vale-alimentação e as diárias não estavam sendo pagos em dia e a remuneração variável dos tripulantes (uma prática comum no setor) não foi informada aos funcionários. Segundo o jornal, os atrasos chegavam a três meses mas, no último dia 10, foram quitados.

Em nota à reportagem, a ITA afirmou que "todos os funcionários foram devidamente informados da questão", por meio de comunicado divulgado na semana passada, e que "os últimos pagamentos foram feitos em 10 de agosto [terça-feira]".

De acordo com a companhia, todos os tripulantes recebem seus salários fixos desde a contratação, antes mesmo do início da operação, em 1º de julho. "A partir do momento que entram em escala de voos, passam a receber a remuneração variável", disse a empresa.

"A Itapemirim Transportes Aéreos já conta com mais de 600 colaboradores, contratados mesmo em um cenário de fortes incertezas causadas pela pandemia de Covid-19, incluindo pilotos e comissários, necessários para a ampliação de suas operações nos próximos meses", afirmou em nota.

A ITA diz ter se preparado para uma frota de 10 aeronaves, mas no momento tem cinco aviões, que operam em 13 destinos nacionais. A companhia afirma ter planos para ampliar a frequências para essas localidades nos próximos meses e que, nas próximas semanas, vai receber mais duas aeronaves, "que serão customizadas de forma inédita para a América do Sul".

"A Itapemirim Transportes Aéreos segue seu plano de expansão de negócios para os próximos meses, confiante na retomada do turismo e no desenvolvimento econômico do Brasil", diz a nota.

O texto afirma ainda que a ITA não faz parte do processo de recuperação judicial, restrito à Viação Itapemirim. "Vale ressaltar que os pagamentos da recuperação judicial estão em dia e, em 24 de maio de 2021, o Grupo Itapemirim protocolou petição, solicitando a saída da recuperação judicial".

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