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Embraer: acordo com Boeing talvez já tivesse saído se governo não fosse parte das negociações

SAO PAULO - Um acordo entre a Embraer à Boeing "talvez" já tivesse saído se o governo federal não fosse parte das negociações. A avaliação foi feita nesta quarta-feira pelo presidente-executivo da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, ao responder ao GLOBO sobre o porque da demora nos trâmites, que começaram em dezembro.

- Para o mercado é muito importante ter uma definição rápida -- disse ele, após participar de evento do recebimento das certificações do E190-E2, primeiro membro da família de E-Jets E2 de aviação comercial.

Ele ressaltou diversas vezes que o "mais importante é que há foco no governo" para que haja uma definição do melhor modelo de negócio, minimizando a possibilidade de a troca de comando do Ministério da Defesa - saiu Raul Jungmann e entrou general Joaquim Silva e Luna - atrasar ainda mais a negociação.

- Ainda não conversamos. Ele ainda nao tomou posse, só foi nomeado. Estou com a agenda aberta - disse aos jornalistas, destacando a importância do encontro ocorrer "rapidamente".

Entusiasta claro da negociação, Souza e Silva disse que o futuro da Embraer é crescer ponderando que, com a Boeing, se coloca em outro patamar, de "maior companhia aeroespacial do mundo".

A Embraer recebeu nesta quarta-feira certificações da Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac), da Federal Aviation Administration (Faa) e da Agência Europeia para o E190-E2, o primeiro modelo da família E-Jets E2 de aviação comercial. Num evento rápido, realizado num dos galpões de sua fábrica em São José dos Campo, a empresa comemorou o ineditismo de um programa aeronáutico com esse nível de complexidade receber três desses certificado simultaneamente.

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