Início Economia Em nota, governo do Rio defende manutenção das regras de distribuição dos royalties de petróleo
Economia

Em nota, governo do Rio defende manutenção das regras de distribuição dos royalties de petróleo

Estadão

O governo do Estado do Rio de Janeiro reforçou, em nota enviada ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), que defende a manutenção das regras vigentes na distribuição dos royalties de petróleo. "Importante reforçar que os royalties são uma compensação obrigatória pelos danos e riscos ambientais, sociais e de infraestrutura suportados pelos produtores", diz a nota.

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta quarta-feira cinco ações que questionam uma lei de 2012 que ampliou o repasse de royalties para Estados e municípios não produtores. O Rio de Janeiro seria o principal afetado caso a lei entrasse em vigor. A norma foi suspensa no ano seguinte por liminar da ministra Cármen Lúcia.

Como a norma está suspensa, segue em vigor o modelo que concentra os royalties nos principais Estados produtores (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo) e em dezenas de municípios afetados pela exploração de petróleo. Esses entes alegam que retomar a validade da lei provocaria prejuízos bilionários para as contas públicas.

Proposta de acordo

Caso o Supremo entenda que a lei é constitucional, o governo do Rio de Janeiro propõe sua aplicação somente a contratos de concessão firmados a partir da data de homologação do acordo. Ou seja, os royalties distribuídos hoje com base em contratos que estão em vigor não seriam afetados pelo julgamento. A proposta foi enviada ao Supremo na segunda-feira, 4.

O governo estadual estima uma perda de R$ 9,9 bilhões em 2026 em caso de aplicação integral da Lei 12.734/12, e de R$ 2,3 bilhões caso seja aplicada apenas aos contratos posteriores à sua vigência.

Segundo o governo fluminense, a medida proposta diminuiria o rombo bilionário para os cofres públicos do Rio, ao mesmo tempo em que atende à demanda dos Estados não produtores por uma parcela maior dos royalties.

Uma audiência de conciliação estava marcada para a terça, 5, mas foi cancelada pela relatora, Cármen Lúcia.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?