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Em leve baixa, Ibovespa segura linha dos 175 mil na contramão de recordes em NY

Estadão

O Ibovespa seguiu em leve enfraquecimento apesar da relativa descompressão do risco global, em meio a novos sinais de que Estados Unidos e Irã possam, enfim, estar se aproximando de um entendimento, ainda que preliminar, para o conflito que completou, nesta quinta-feira, três meses - bem além das quatro semanas inicialmente projetadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Na sessão desta quinta-feira, o índice da B3 oscilou dos 174.686,40 até os 176.627,32 em variação de quase 2 mil pontos. O giro financeiro ficou em R$ 21,2 bilhões. Na semana, o Ibovespa cede 0,65%, colocando a perda no mês, que termina na sexta-feira para a B3, em 6,54%. No ano, sobe 8,65%.

No fechamento, o Ibovespa marcava 175.063,41 pontos, em baixa de 0,39%. Em Nova York, os principais índices se alinharam em alta de 0,05% (Dow Jones), 0,58% (S&P 500) e 0,91% (Nasdaq), todos os três nas respectivas máximas históricas de fechamento. Por aqui, o dólar encerrou em baixa de 0,57% frente à moeda brasileira, a R$ 5,0318.

"Houve certo otimismo, hoje, com a geopolítica, que animou a Europa e também os EUA. À tarde, o Caged veio mais fraco do que o imaginado para abril, o que traz menos preocupação para o Banco Central com relação à Selic, em dia em que o IGP-M não veio muito bom. Real ganhou frente ao dólar com o PIB mais fraco do que o esperado nos Estados Unidos, e com o PCE, principal métrica de inflação ao consumidor acompanhada pelo Federal Reserve, ainda preocupante", enumera Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

"A recente chegada de Kevin Warsh à presidência do Federal Reserve é um teste. Ele assumiu com apoio público de Trump, mas sob a expectativa de provar independência desde o primeiro dia", diz Igor Monteiro, CEO da EqSeed, que observa haver uma "camada de incerteza sobre o ritmo e, principalmente, a credibilidade da futura política monetária".

Na B3, entre as blue chips, o dia foi positivo apenas para Vale (ON +0,61%) e para alguns outros nomes do setor metálico, como CSN (+3,82%) e Usiminas (+4,11%). Na ponta ganhadora do Ibovespa, além de Usiminas e CSN, destaque também para Copasa (+4,32%), RD Saúde (+2,43%) e Cury (+2,22%). No lado oposto, Azzas (-3,87%), Magazine Luiza (-3,79%), Assaí (-2,92%) e CPFL (-2,60%). Entre as maiores instituições financeiras, as variações ficaram entre -2,18% (Banco do Brasil ON, na mínima do dia no fechamento) e -0,32% (Bradesco ON).

Petrobras ON e PN cederam, pela ordem, 1,16% e 0,72%. Por outro lado, os contratos futuros do petróleo fecharam em leve alta, em sessão marcada por volatilidade, com investidores avaliando um acordo preliminar fechado entre os EUA e o Irã, mas que ainda precisa da chancela dos líderes dos dois países. O barril WTI para julho subiu 0,25%, a US$ 88,90, e o Brent para agosto avançou 0,49%, a US$ 92,70.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que o país manterá ações defensivas contra o Irã no Estreito de Ormuz e afirmou que um acordo com Teerã dependerá das negociações para a liberação da rota marítima e do encerramento do programa nuclear iraniano.

Na frente doméstica, a Petrobras anunciou aumento da gasolina nas refinarias a partir de da sexta, em R$ 0,48 por litro. Mas, com a adesão da companhia ao programa de subvenção do governo, será dado um desconto de R$ 0,44 por litro, resultando em uma alta de 1,5% para as distribuidoras. "Para as distribuidoras, o preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento residual de R$ 0,04 por litro", explicou a estatal em nota. Segundo a Warren Investimentos, o efeito para o IPCA de junho será de cerca de 2 pontos-base.

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