RIO - Num dia de correções, depois um dia de otimismo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera sem direção definida, perto da estabilidade, aos 63.905 pontos, com oscilação negativa de 0,13%, a 63.871 pontos. Ontem, animado pelo corte de juros maior que o previsto, o Ibovespa avançou 2,4%. No ano, a Bovespa acumula alta de 6,19%. O dólar comercial opera em alta de 0,72%, vendido a R$ 3,199, depois de fechar em queda de 0,5% ontem, pressionado pela expectativa de fluxos de investimentos entrando no país.
— Os mercados locais sofrem uma correção, com commodities operando em baixa e depois da queda do dólar ontem. Os agentes estão mostrando uma certa dose de realismo, pois o corte mais intenso da Selic depende do cenário dos próximos meses — diz Ignácio Rey, economista da Guide Investimentos.
O Banco Central condicionou o ritmo mais acelerado do corte nos juros à manutenção de “riscos limitados” nos próximos meses, lembra o economista, frisando que não se sabe se isso acontecerá.
Além disso, diferente de ontem, quando o dólar se enfraqueceu contra emergentes, a tendência não está clara. Já em relação a outras divisas globais, a moeda americana tem queda. Em relação ao euro, o dólar está para completar a quarta semana seguida de queda, a maior sequência desde março de 2014. A depreciação da moeda americana se acentuou após o pronunciamento de Donald Trump, na última quarta-feira, que deixou mais perguntas que respostas. No dia seguinte, o dólar chegou ao menor patamar em um mês. O Dollar Index Spot, que compara a divisa com uma cesta de dez moedas, cai 0,2% nesta manhã.
Na Bovespa, a desvalorização das commodities pressiona o Ibovespa. As ações da Vale caem 0,6%, puxada pela desvalorização do minério de ferro. A commodity, que acumula alta de 5,63% nos últimos cinco dias, deu uma trégua nesta sexta-feira e recuou 0,56%.
Enquanto o petróleo opera em queda de 1%, as ações da Petrobras mostram sinais invertidos. As ordinárias (ON, com direito a voto) avançam 0,16% e as PN (preferenciasi, sem voto), perdem 0,18%. Analistas avaliam ser pouco provável que a Opep consiga cumprir integralmente sua meta de corte de produção (1,2 milhão de barris por dia), apesar da plena adesão da Arábia Saudita, maior exportador do mundo.
No setor bancário, , ganha 0,41%. Entre as elétricas, que se beneficiam da redução da Selic pois estão bastante alavancadas, Cesp tem alta de 4,6%.
Na Europa, as bolsas estão em alta. Em Londres o FTSE 100 avança 0,36%. O Dax, de Frankfurt, sobe 0,62%. O CAC 40, de Paris, tem ganho de 0,9%.




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