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Em 2015, crise fez comércio fechar vagas pela 1º vez em quase uma década

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RIO - Em 2015, primeiro ano da recessão, o comércio brasileiro perdeu postos de trabalho pela primeira vez em quase uma década. Segundo dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE, o número de pessoal ocupado recuou 3,86%, para 10,2 milhões, após crescer continuamente desde 2007. Isso representou mais de 412 mil trabalhadores a menos ocupados no setor.

O encolhimento no número de trabalhadores foi acompanhado por outros indicadores que já apontavam, naquele ano, os reflexos da crise econômica que o Brasil começava a viver — mais intensos inclusive do que os percebidos durante a crise econômica global. Em 2015, o segmento viu o número de lojas encolher em 40,4 mil, para 1,5 milhão. Em termos percentuais, trata-se de um recuo de 2,5% na quantidade de unidades — o mais intenso da série histórica.

O levantamento do IBGE divide o comércio em três segmentos: veículos, atacado e varejo. E foi o varejo o principal responsável pela redução inédita do número de vagas em 2015, tradicionamente o que mais emprega . Só neste segmento, o corte foi de 329 mil vagas, ou queda de 4,18%. No atacado, houve eliminação de 43 mil postos, enquanto a venda de veículos teve redução de 39 mil de seu pessoal. Dos três, só o setor de veículos já havia registrado saldo negativo no ano anterior, de 2 mil vagas. Para efeito de comparação, o comércio geral havia aumentado o número em 268 mil o número de postos em 2014, portanto, antes do início da recessão.

A redução do número de lojas seguiu tendência semelhante, ou seja, também foi mais sentida no varejo, por este ser o segmento mais pesado. Em 2015, o Brasil reduziu em 394 mil o número de varejistas, ou o equivalente a 3,1%. Mais uma vez, o número é o maior da série histórica iniciada em 2007.

De acordo com o IBGE, em 2015, o comércio brasileiro movimentou R$ 3,1 trilhões de receita operacional líquida. A massa salarial real (já descontada a inflação) recuou 1,7%, puxada pela queda de 2,4% no comércio por atacado. Considerando a divisão por regiões, o Sudeste continuou na liderança nas principais variáveis apresentadas no estudo: receita bruta de revenda (51,5% do total); massa salarial (56,3%); ocupados (51,6%) e unidades locais (50,4%). A região também foi a que pagou o maior salário médio mensal no país, equivalente a 2,1 salários mínimos, mais que a média do país, de 2 salários mínimos.

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