WASHINGTON - O economista-chefe do Banco Mundial, Paul Romer, está deixando o cargo. O executivo sai do posto em meio a um mandato atribulado em que enfrentou dificuldades em seus esforços para reformar as operações de pesquisa da instituição, além de uma polêmica envolvendo o Chile.
Este mês, Romer ficou no foco do noticiário após dar uma entrevista ao jornal americano “The Wall Street Journal” afirmando que o Banco Mundial manipulou um de seus principais indicadores, o Doing Business (ou Fazendo Negócios, em tradução literal). O objetivo teria sido prejudicar o desempenho do Chile durante o governo da presidente Michelle Bachelet. Dias depois, porém, Romer disse em seu blog que tinha sido mal interpretado.
Dias depois da declaração de Romer ao “WSJ”, a instituição desautorizou o seu economista-chefe, de acordo com o jornal espanhol “El País”. Em carta dirigida ao ministro da Fazenda chileno, Nicolás Eyzaguirre, a principal executiva da instituição, Kristalina Georgieva, classificou as declarações de Romer como “infelizes” e esclareceu que “não se trata da visão da gerência do Banco Mundial”.
O executivo sairá da instituição — na qual ingressou em 2016 — imediatamente e voltará a ser professor da New York University, informou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, em comunicado a funcionários ao qual a Bloomberg News teve acesso.
O texto não cita o motivo da saída de Romer, no entanto, o comunicado faz menção a como o executivo se sente:
“Sou grato pela franqueza e honestidade de Paul e sei que ele se arrepende das circunstâncias de sua partida”, afirmou o presidente do Banco Mundial na nota. Fontes disseram ao “El País” que o presidente do Banco Mundial já abriu o processo que escolherá o sucessor do executivo.

