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Economista não vê tempo hábil para concluir privatizações neste governo

CAMPOS DO JORDÃO - O programa de privatizações anunciado pelo governo federal nesta semana serve apenas para injetar ânimo e aumentar a confiança nos mercados financeiros, segundo avaliação do economista Eduardo Gianetti da Fonseca. Em sua avaliação, não há tempo hábil para, neste mandato, se fazer a venda de todos os ativos incorporados ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) nesta semana.

— (O presidente Michel) Temer tenta usar esse anúncio para desviar atenção e criar um ânimo e confiança artificial nos mercados financeiros, mesmo sem ter tempo hábil para executar esse programa no resto do seu mandato tampão — disse, após participar de palestra no Congresso Internacional de Mercados Financeiros da B3.

Na última terça-feira, o governo federal anunciou 58 projetos que foram incorporados ao PPI e que, se executados, irão gerar investimentos de ao menos R$ 44 bilhões. Entre eles estão a privatização da Eletrobras, da Casa da Moeda, aeroportos e terminais portuários.

Gianetti, que é um dos conselheiros econômicos de Mariana Silva, defendeu a privatização como uma forma dar maior eficiência à economia. No entanto, defende que é preciso ocorrer um debate sobre o tema e não fazer esse processo de “afogadilho”.

— O que não gosto é apresentar isso de afogadilho e com a clara visão de cobrir os gastos correntes. Não se deve privatizar para cobrir temporariamente a sua situação fiscal. É como vender a prata da família para pagar o jantar no restaurante — avaliou.

* A repórter viajou a convite da B3

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