BRASÍLIA - A economia brasileira encolheu 0,51% em maio, nas contas do Banco Central. A estimativa dos especialistas era que o IBC-Br teria uma alta de 0,3% em relação ao desempenho da economia no mês anterior. Os dados foram divulgados nesta manhã pela autoridade monetária.
Os analistas do mercado financeiro esperavam uma alta por causa dos dados setoriais. A produção industrial, por exemplo, aumentou 0,8% em maio, de acordo com o IBGE. Foi o melhor resultado para o mês deste de 2011. Esse resultado foi puxada pelo desempenho positivo de 18 dos 26 ramos acompanhados pelo instituto.
Por outro lado, as vendas do comércio contrariaram as expectativas positivas. O resultado do varejo brasileiro teve uma leve queda de 0,1% em maio, segundo o IBGE. Houve fortes perdas nas vendas de vestuário e calçados.
Já o setor de serviços também ficou praticamente estável, em maio, mas com uma sinalização melhor que o comércio. Teve uma alta de 0,1%, como divulgou o IBGE. O resultado foi bem diferente da forte alta de 1% no mês anterior, mas ainda ficou no campo positivo.
O IBC-Br foi criado pelo BC para ser uma referência do comportamento da atividade econômica que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que o dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado pelo IBGE com defasagem em torno de três meses. Tanto o IBC-Br quanto o PIB são indicadores que medem a atividade econômica, mas têm diferenças na metodologia.
O indicador do BC leva em conta trajetória de variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (indústria, agropecuária e serviços).
Já o PIB é calculado pelo IBGE a partir da soma dos bens e serviços produzidos na economia. Pelo lado da produção, considera-se a agropecuária, a indústria, os serviços, além dos impostos. Já pelo lado da demanda, são computados dados do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos, além de exportações e importações.

