BRASÍLIA - Em mais um sinal de retomada, a economia brasileira cresceu 0,25% no segundo trimestre deste ano, nas contas do Banco Central, frente ao primeiro trimestre. Após a divulgação de dados setoriais mais favoráveis, os economistas passaram a revisar as suas apostas de uma queda no trimestre para algo no campo positivo. Os dados oficiais do IBGE só serão conhecidos mês que vem.
Nesta quinta-feira, o Banco Central divulgou o seu cálculo próprio, o IBC-Br. O indicador de atividade ficou em 0,5% em junho.
Pelos cálculos do IBGE, a economia brasileira voltou a ficar no azul no primeiro trimestre após dois anos.
ICB-Br
O IBC-Br foi criado pelo BC para ser uma referência do comportamento da atividade econômica que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que o dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado pelo IBGE com defasagem em torno de três meses. Tanto o IBC-Brquanto o PIB são indicadores que medem a atividade econômica, mas têm diferenças na metodologia.
Esse indicador do BC leva em conta trajetória de variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (indústria, agropecuária e serviços).
Já o PIB é calculado pelo IBGE a partir da soma dos bens e serviços produzidos na economia. Pelo lado da produção, considera-se a agropecuária, a indústria, os serviços, além dos impostos. Já pelo lado da demanda, são computados dados do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos, além de exportações e importações.

