O ministro da Fazenda, Dario Durigan, argumentou nesta terça-feira, 9, que a estruturação da economia brasileira no atual cenário possibilita a adoção de medidas pontuais de intervenção em benefício da população, inclusive subvenções para diminuir os preços dos combustíveis. Ele falou sobre o tema em entrevista ao UOL .
A crise no Oriente Médio, com a guerra no Irã, tem provocado elevada volatilidade nos preços do petróleo e riscos à segurança do abastecimento global de combustíveis. O governo brasileiro tem adotado medidas de caráter temporário, voltadas à redução nos preços.
"Tendo uma economia forte, eu posso adotar medidas de ajuda à população, e são várias. O caso dos combustíveis é isso. O aumento de combustível no Brasil é pequeno perto do resto do mundo. Tem país no mundo que está falando em racionamento de combustível, você não pode abastecer seu carro, seu caminhão, a hora que você quiser", ponderou o ministro.
Durigan reforçou ainda que o governo seguirá monitorando preços e fazendo intervenções pontuais, com "equilíbrio fiscal". Ele refutou o argumento de que a economia brasileira teria piorado neste começo de ano e mencionou o crescimento do PIB para o 1º trimestre.
Na entrevista, ele também repetiu que a inflação no Brasil está sendo pressionada pela a guerra no Irã. "Não há bala de prata", disse. Houve também comentários sobre o endividamento das famílias e a percepção sobre a economia. "Claro que eu não acho que está tudo bem para a população e nossa sensibilidade é muito grande", disse ao citar programas como Desenrola.



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