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Durigan diz que bancos estatais podem comprar ativos do BRB, mas descarta intervenção federal

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na quarta-feira, 1, que a questão do Banco Master e do Banco de Brasília (BRB) é da alçada do Banco Central (BC). "Nos compete dar suporte técnico", disse, em entrevista à GloboNews.

Durigan disse que bancos públicos - citando especificamente a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil - podem comprar ativos do BRB, mas não haverá intervenção federal na instituição controlada pelo Distrito Federal. "O governo do DF tem que conseguir lidar com a situação do BRB, e se, eventualmente, a gente escalar para uma situação de risco sistêmico, o próprio Banco Central tem que conduzir uma conversa com o governo federal", afirmou.

De acordo com o ministro, hoje há diálogo e colaboração em relação ao tema. "Caixa e Banco do Brasil podem atuar com o BRB como funcionam os bancos privados. Então, podem comprar carteira, comprar, eventualmente, títulos. O Tesouro está dando OK para a cessão de operações para outros bancos, até para não ter prejuízo, mas o que não tem hoje é ajuda e intervenção federal no BRB ou no DF."

Questionado se a questão da federalização pode avançar, Durigan respondeu: "Não tem OK do Ministério da Fazenda para avançar nesse debate de federalização".

Debate eleitoral

Instado pela jornalista Miriam Leitão a falar sobre as pressões políticas em ano eleitoral, Durigan disse ser "um ministro técnico, mas muito aberto e simpático à política". E comparou a situação de 2026 à de 2022, dizendo que este ciclo eleitoral precisa ser diferente também nos aspectos da economia.

"Acho que 2026, inclusive para a estabilidade da economia, para quem olha a economia e fala, ‘pô, vou investir naquele país’, é importante que a gente tenha estabilidade institucional e respeito às regras do jogo", disse Durigan, que completou: "2026 é muito diferente de 2022, em razão do presidente Lula estar liberando o nosso governo agora, em razão da gente ter tido o ministro Haddad como ministro da economia, ministro da Fazenda do País durante três anos, e de ter mantido a equipe comigo à frente do ministério para esse momento de transição, em que a gente vai cumprir o nosso dever de resguardar as contas públicas, ao mesmo tempo em que a gente vai dar o exemplo de como a democracia é importante para o País".

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