"Outros riscos incluem preços mais altos das commodities no contexto de renovadas tensões geopolíticas, demanda global mais fraca que o esperado e implementação insuficiente de reformas estruturais nos países da zona do euro", afirmou.
Draghi destacou que, após seis trimestres de crescimento negativo, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu, em bases trimestrais, 0,3% no segundo trimestre deste ano. O dirigente afirmou que o crescimento deve se recuperar a ritmo lento, motivado principalmente pela demanda doméstica apoiada pela política monetária acomodatícia. "A atividade econômica da zona do euro também deve se beneficiar do gradual fortalecimento da demanda por exportações", disse.
Ele frisou também que a renda das famílias se beneficiou da inflação baixa, mas ressaltou que o desemprego na zona do euro continua alto e que os necessários ajustes nos balanços patrimoniais dos setores público e privado continuarão a pesar na atividade econômica.



