Início Economia Dow Jones despenca mais de 2% com aumento da tensão comercial entre os EUA e a China
Economia

Dow Jones despenca mais de 2% com aumento da tensão comercial entre os EUA e a China

NOVA YORK - Os mercados americanos registraram forte queda nesta sexta-feira com o aumento da tensão entre os EUA e a China. O índice Dow Jones perdeu 2,3%, ou 572 pontos, depois que o presidente Trump ameaçou ampliar o confronto com o país asiáticosobre comércio. O S&P500 e o Nasdaq caíram 2,29% e 2,18%, respectivamente.

Na noite de quinta-feira, Trump disse estar considerando tarifas de US$ 100 bilhões a mais sobre as exportações chinesas, o que triplicaria o que os EUA já estão planejando.

- O medo de um erro político no comércio está aumentando - disse o estrategista-chefe de mercado da B. Riley FBR, Art Hogan.

Todas as 30 empresas do Dow perderam terreno no pregão desta sexta. Caterpillar, Boeing e a Nike (NKE), gigantes com forte exposição na China, estavam entre as maiores perdedoras do índice.

“A intensificação das tensões comerciais claramente traz riscos. As ameaças tarifárias, mesmo que apenas pretendidas como ferramentas de barganha, serão difíceis de recuar se as negociações não produzirem resultados", escreveu Julian Evans-Pritchard, da Capital Economics, em uma resenha.

A ansiedade retornou a Wall Street após três dias de ganhos. O VIX, índice que mede a volatilidade do mercado, subiu 12%. O índice de Medo e Ganância do CNNMoney afundou e entrou no território do "medo extremo". Investidores cautelosos esperavam que os dois lados chegassem a um acordo antes que as barreiras comerciais propostas entrassem em vigor.

Funcionários da Casa Branca, incluindo o principal assessor econômico Larry Kudlow, têm procurado nos últimos dias acalmar os líderes empresariais, que temem uma guerra comercial que restringiria o crescimento econômico.

No início desta semana, o governo Trump anunciou planos de impor tarifas de até US$ 50 bilhões sobre produtos chineses em retaliação pelo suposto roubo de propriedade intelectual dos EUA pela China. Horas depois, Pequim retaliou ao anunciar que também aplicaria tarifas no mesmo valor sobre mercados americanas, incluindo carros, aviões e soja.

O mercado vinha interpretando a imposição de tarifas propostas por Trump como táticas de negociação destinadas a extrair concessões fora da China, em vez de uma posição rígida. Mas Wall Street começou a reavaliar essa visão enquanto a administração começou a enviar sinais conflitantes.

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!