SÃO PAULO. O prefeito de São Paulo, João Doria, pediu “bom senso” à Central Única dos Trabalhadores (CUT) após decisão da Justiça de impedir que sindicalistas realizem seu ato de 1º de Maio na Avenida Paulista.
No começo da noite deste sábado, a gestão municipal conseguiu um liminar na Justiça que estipula uma multa de R$ 10 milhões se a central sindical insistir em fazer o evento no local.
O prefeito afirmou que a central não solicitou autorização para o evento ocorrer na via e lembrou de um termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado como o Ministério Publico de São Paulo, que só permite a realização de três eventos por ano no local em feriados e finais de semana: a Parada do Orgulho LGBT, a Corrida de São Silvestre e a festa de Réveillon.
Doria
— Espero que a CUT tenha bom senso e equilíbrio e não provoque o confronto — declarou Doria, ao sair de evento de inauguração da Japan House, centro cultural japonês, em São Paulo, ao lado do presidente Michel Temer e do governador Geraldo Alckmin.
Na sexta-feira, o presidente da CUT, Vagner Freitas, já havia avisado que a central não iria respeitar a posição da prefeitura.
— Vamos fazer o 1º de Maio na Paulista com ou sem autorização da prefeitura. Se for preciso, faremos por cima dele (Doria) — afirmou o líder sindical, ao discursar em ato de encerramento da greve geral de sexta-feira.

