O dólar fechou o pregão de quinta-feira em alta pelo segundo dia consecutivo, perto de R$ 5,04, avanço de aproximadamente 0,22% no dia. O movimento aconteceu em um mercado de olho na reta final da disputa presidencial, com a votação do segundo turno marcada para este domingo e pesquisas mostrando Lula e o candidato adversário em situação de empate técnico. A bolsa brasileira também fechou em queda no mesmo pregão, pressionada pela mesma cautela eleitoral.
Para quem mora em Manaus e no Amazonas, essa alta renovada do dólar funciona como um alerta de curto prazo. Depois de uma sequência de dias em que a moeda recuou e chegou a abrir espaço para produtos importados mais baratos na Zona Franca, o novo movimento de alta mostra que essa trégua pode não durar: insumos e componentes importados usados pela indústria local tendem a ficar mais caros se o dólar continuar subindo, e isso pode se refletir, com o tempo, no preço de eletrônicos, eletrodomésticos e outros itens fabricados no polo industrial.
Quem está planejando viagem internacional ou compra em site estrangeiro também sente o efeito direto: cada dólar comprado hoje custa mais do que custava há poucos dias, e a tendência de curto prazo é de instabilidade até que o resultado da eleição de domingo fique definido. Já quem depende de crédito continua no mesmo cenário dos últimos dias, com os juros no Brasil ainda em nível elevado, o que mantém financiamentos, parcelamentos e cartão de crédito mais caros para o consumidor de Manaus.
A orientação para quem precisa comprar moeda estrangeira ou fechar compras importantes nos próximos dias é acompanhar de perto a cotação, já que o cenário eleitoral tende a manter o dólar volátil até a definição do novo presidente. Para o consumidor em geral, o recado é o mesmo de outros momentos de instabilidade: evitar decisões financeiras grandes na pressa e priorizar o planejamento do orçamento familiar enquanto o mercado não se acalma.
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