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Dólar sobe com Fed e fecha em R$ 3,17; Bolsa encerra em queda

RIO - O dólar subiu 0,76% nesta segunda-feira pela primeira vez em quatro sessões, depois de a presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Janet Yellen, ter afirmado no domingo que os juros daquele país continuarão subindo gradativamente porque acredita que a inflação irá subir. A moeda americana encerrou cotada a R$ 3,174 para venda.

No mercado acionário, a B3 (antiga Bovespa), chegou a subir pela manhã mas, depois, passou o pregão todo em baixa e acabou fechando no negativo. Isso apesar da valorização das commodities metálicas, com dados positivos da economia chinesa e antes do Congresso do Partido Comunista da China — o evento mais importante do calendário político do país, que acontece a cada cinco anos e está marcado para esta semana —, e da alta do petróleo com a tensão entre Iraque e Curdos, que buscam independência após referendo. O índice Ibovespa recuou 0,13%, aos 76.891 pontos.

Hoje também foi dia de exercício de contratos de opções sobre ações na B3, que movimentou R$ 5,4 bilhões em outubro, contribuindo para a volatilidade do pregão.

— Pela manhã, o mercado abriu em alta por causa de números positivos vindos da China, que elevou a cotação das commodities. Mas o discurso da Yellen, considerado mais mais hawkish (propenso a aperto de juros), acabou pesando sobre os nativos e favorecendo uma realização. Esta semana tem a divulgação do chamado Livro Bege, do Fed, e a tendência é que ele confirme essa interpretação — disse Carlos Soares, analista da corretora Magliano. — Aqui, o ambiente político está mais estressado com a delação premiada do doleiro Lúcio Funaro. O mercado adota uma postura de cautela, já que isso, dependendo do que vier, pode impedir algum avanço na reforma da Previdência.

Janet Yellen afirmou no domingo que os juros do país devem seguir subindo de forma gradual, com a expectativa de que o crescimento sólido da atividade econômica, a força do mercado de trabalho e a conjuntura positiva da economia global elevem a inflação. Mas Yellen admitiu que o ritmo de aumento dos preços tem sido surpreendentemente baixo.

O Fed já elevou suas taxas de juros duas vezes este ano, em março e junho, para um intervalo entre 1% e 1,25%. A grande maioria dos investidores aposta em mais uma alta de 0,25 ponto percentual na reunião de meados de dezembro. Além disso, em setembro, o Fed anunciou que começaria a se desfazer dos US$ 4,5 trilhões em títulos adquiridos na crise para estimular a economia.

Em escala global, o dólar subiu 0,27%, segundo o índice Dollar Spot, da Bloomberg.

Entre os bancos, o Banco do Brasil subiu 0,21%, enquanto o Bradesco perdeu 0,27%. O Itaú Unibanco recuou 0,51%. Na Petrobras, o papel PN subiu 0,24%. Na VALE, a ação ON subiu 1,33%.

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