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Dólar sobe ante real com perspectiva de Fed mais agressivo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar subia contra o real nos primeiros negócios desta terça-feira (19), já que a expectativa de que o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, será mais agressivo em seu aperto monetário impulsionava os rendimentos dos títulos soberanos norte-americanos.

Às 9h07 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,18%, a R$ 4,6586 na venda.

Na B3, às 9h07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,09%, a R$ 4,6730.

O dólar spot fechou a última sessão em queda de 0,99%, a R$ 4,6500.

Nesta manhã de terça, os índices futuros dos mercados de ações do Brasil e de Nova York iniciavam esta terça ligeiramente negativos. Bolsas europeias reabriram no vermelho após o feriado de Páscoa.

Na Ásia, o principal indicador da Bolsa de Hong Kong caiu 2,28%, enquanto o índice que acompanha as maiores empresas das cidades chinesas de Xangai e Shenzhen cedeu 0,76%. Londres, Paris e Frankfurt perdiam 0,39%, 1,19% e 0,80%, nessa ordem.

"O retorno das negociações pós-feriado é penalizado pela elevação das tensões na Ucrânia, após a Rússia iniciar a segunda fase de sua ofensiva", comentou Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura.

O preço de referência do petróleo bruto recuava 1,12% após quatro dias consecutivo em alta. O barril do Brent estava cotado a R$ 111,89 (R$ 522,97).

Na véspera, o dólar comercial fechou em queda de 1,02%, a R$ 4,6480. O real ocupou nesta segunda o posto de moeda mais valorizada frente ao dólar nas comparações entre as principais divisas mundiais e também entre as de países emergentes.

Na Bolsa de Valores brasileira, o índice de referência Ibovespa perdeu 0,43%, recuando aos 115.687 pontos. A baixa foi influenciada principalmente pelas quedas de 1,76% da Petrobras e de 1,65% da Vale.

Apesar do dia de valorização das commodities exportadas pelas principais empresas do país, petróleo e minério de ferro, respectivamente, a Bolsa passa por um período de correção, com a reversão do fluxo de estrangeiros, após um primeiro trimestre de forte alta.

Já o mercado de crédito apresentou ligeiro alívio. As taxas de juros DI (Depósitos Interbancários) para contratos a partir de 2024 recuaram pela primeira vez em nove sessões. Negociados entre bancos, os contratos DI são referência para o setor de crédito e refletem a expectativa do segmento quanto aos juros do país.

O mercado, porém, segue esperando um aperto monetário e a previsão de alta dos juros é um dos principais motivos para a valorização do real.

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