RIO E SÃO PAULO — O dólar comercial segue o movimento externo da moeda e opera em alta nesta terça-feira. A moeda americana opera em alta de 0,82% ante o real, cotada a R$ 3,775 - na máxima, já chegou a R$ 3,779. Já o Ibovespa, principal índice de ações local, tem leve alta de 0,19%, aos 78.748 pontos, apesar da pressão dos papéis da Eletrobras, que caem forte após a l.
O dólar ganha mais força em relaçao a moedas de emergentes, em especial o peso mexicano, após o governo do país anunciar retaliações comerciais contra os Estados Unidos. No entanto, a divisa americana ganha força de forma generalizada. "O mercado de moedas mostra o dólar operando mais forte, ganhando das principais divisas fortes e emergentes. Além disso, as iniciativas do governo para tentar amortecer o impacto da alta dos combustíveis ao consumidor devem continuar no radar dos investidores", avaliou Ricardo Gomes da Silva Filho, superintendente da Correparti Corretora de Câmbio.
Na véspera, o dólar fechou com desvalorização de 0,63%, negociado a R$ 3,744. Na máxima do dia, a divisa alcançou R$ 3,755 e caiu a R$ 3,725 na mínima.
Na Bolsa, a queda é liderada pelos papéis da Eletrobras. A Justiça do Trabalho suspendeu o processo de privatização das distribuidoras de energia da estatal que operam no Norte e Nordeste do país. A Eletrobras informou ao mercado que “analisará as medidas cabíveis”. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) operam em queda de 5,10%. As ordinárias (ONs, com direito a voto) afundam 5,55%.
Apesar dessa queda, o Ibovespa consegue se menter em terreno positivo. É a quinta alta consecutiva.
As ações da Vale e das siderúrgicas dão sustentação a esse movimento. Os papéis da Vale sobem 2,22%. Já no caso da CSN, a valorização é de 5,15%, a maior entre os papéis do Ibovespa. Também sobem forte as ações da Gerdau Metalúrgico e Gerdau, com ganhos de, respectivamente, 3,33% e 3,05%.
No caso da Petrobras, a alta é mais tímida. As preferenciais sobem 0,91%, cotadas a R$ 17,69, e as ordinárias sobem 0,60%, a R$ 20,10.

