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Dólar recua quase 1% e volta a ser negociado abaixo de R$ 3,30

SÃO PAULO - Após atingir na sexta-feira a maior cotação desde julho, o dólar comercial opera em queda nesta segunda-feira, seguindo o movimento de outras moedas emergentes. A moeda americana era cotada a R$ 3,279, recuo de 0,87% ante o real. Na sexta, fechou a R$ 3,308. Já o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, registrava alta de 0,47%, aos 74.262 pontos.

Apesar da queda do dólar, que também é registrada por outras moedas de países produtores de commodities, analistas alertam para a possibilidade de mais pressão sobre a divisa americana. “A semana é repleta de desafios. A escolha do novo presidente do Federal Reserve (Fed, o bc americano) não elimina as chances de uma política mais agressiva por parte da autoridade monetária americana e permanecem as dúvidas sobre o impacto da reforma tributária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o dólar”, explicou Jefferson Luiz Rugik, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

Na semana passada, Trump indicou Jerome Powell para comandar o Fed, em substituição a Janet Yellen, que fica até fevereiro, quando vence o seu mandato. Além disso, os dados da economia chinesa, que serão divulgados nos próximos dias, também podem adicionar volatilidade aos mercados. Internamente, os analistas estão de olho nas negociações do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional e na possibilidade de avanço da agenda econômica.

No Ibovespa, a alta é sustentada pelo bom desempenho das ações ligadas à commodities, que respondem à valorização dos preços no exterior.

— Começamos a semana com o petróleo e o minério de ferro subindo bem, o que favorece a Vale e a Petrobras. No caso do petróleo, há um empenho dos países produtores em manter o corte da produção par ao ano que vem — explicou Raphael Figueredo, analista da Eleven Financial.

As preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Vale sobem 1,85% e as ordinárias (ONs, com direito a voto) têm alta de 2,02%. No caso da Petrobras, a alta é de 1,82% nas preferenciais, cotadas a R$ 17,25, e de 1,58% nas ordinárias (R$ 17,99).

Entre as quedas, as ações do Banco do Brasil recuam 1,19%. Há o temor de que o banco público tenha que devolver dinheiro à União. As preferenciais do Itaú Unibanco têm leve alta d e0,35% e as do Bradesco caem 0,29%.

Ari Santos, gerente de renda variável da corretora H.Commcor, avalia que a queda no setor bancário impede uma alta maior do índice. Além disso, sem notícias relevantes, o mercado não encontra força para subir.

— As commodities ajudam, mas por outro lado os bancos seguram a alta. Na minha análise, os investidores estrangeiros estão na ponta vendida e não há força entre os investidores locais para fazer a Bolsa subir tanto, aí o mercado fica mais fraco — avaliou.

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