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Dólar recua e chega à mínima de R$ 3,09, menor cotação desde junho de 2015

RIO - O dólar comercial volta a cair nesta terça-feira, recuando 0,28% e cotado a R$ 3,103 para venda. Na mínima, a divisa atingiu R$ 3,094, menor valor desde junho de 2015. O câmbio local acompanha o comportamento da divisa americana no mercado internacional, em antecipação ao discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Janet Yellen, no Senado, e depois de a saída do conselheiro de segurança de Donald Trump, Michael Flynn, ter provocado cautela com relação à capacidade do novo governo de implementar sua agenda pró-crescimento.

No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 0,41%, aos 66.691 pontos, após cinco pregões de altas.

No câmbio, o Banco Central (BC) iniciou rolagem de 6 mil dos chamados contratos de cambial — operação que equivalente à venda da moeda no mercado futuro e contribui para enfraquecer o dólar — com vencimento em março. O ritmo indicou que a intenção do BC é renovar menos da metade dos contratos que vão vencer, o que fez com que o dólar chegasse a subir no começo da sessão.

Segundo Paulo Gomes, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, a tendência de desvalorização do dólar nas últimas semanas se explica, em parte, pela redução do risco geopolítico global depois do temor inicial com a gestão Trump. Por aqui, segundo o estrategista, ajudaram a maior confiança na melhora dos cenários econômico e político e o fortalecimento de commodities importantes para o país, como o minério de ferro e a celulose.

— Isso faz com que haja uma expectativa de que o dólar continue se depreciando. Mas os agentes de mercado estão esperando para ver até onde vai a tolerância do BC com isso. Aparentemente, aos poucos ela está acabando. Hoje, por exemplo, com uma rolagem aquém do necessário para rolar todo o estoque a vencer, ele deu um sinal — afirmou Gomes. — Nossa expectativa é que o BC tolera que o câmbio vá até R$ 3,05. Há uma certa preocupação do setor exportador com relação a desvalorização do dólar.

Depois de alavancarem a Bolsa nos últimos pregões com a disparada do minério de ferro acima dos US$ 90, as ações da Vale operam em baixa hoje. O papel ON (ordinária, com voto) cai 1,89%, enquanto a PN (preferencial, sem voto) recua 1,74%. A Petrobras tem alta de 0,91% (ON) e 0,7% (PN). A Ambev sobe 0,64%, e a BRF, 1,33%. Entre os bancos, o Itaú sobe 0,25%, enquanto o Bradesco cai 0,49% e o BB, 0,73%.

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