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Dólar perde força e opera em queda de 0,46%, a R$ 3,894

SÃO PAULO — O dólar comercial tira proveito da menor aversão ao risco no exterior e opera em queda nesta terça-feira, após ter ultrapassado os R$ 3,90 no pregão anterior. A moeda americana registra desvalorização de 0,46% ante o real, cotada a R$ 3,894. O alívio no câmbio vem do mercado externo. Yi Gang, presidente do Banco do Povo da China (PBoC, o bc chinês), disse que "está observando de perto as flutuações no mercado de câmbio e que buscará manter o iuan estável e a um nível razoável", em uma tentativa de acalmar o mercado financeiro. Já o Ibovespa, principal índice de ações local, tem alta de 1,37%, aos 73.840 pontos.

Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe da Levante Investimentos, afirma que esse posicionamento do bc chinês é favorável para as moedas de mercados emergentes. “Isso reduz o temor em relação ao medo da desvalorização cambial na China, fato que está ajudando muito os mercados”, avaliou, em relatório a clientes.

No mercado externo, o “dollar index”, que mede o comportamento da divisa americana frente a uma cesta de dez moedas, tem queda de 0,20%. A liquidez nos mercados globais deve ficar menor nesta tarde e amanhã. As bolsas americanas fecharam às 14h (horário de Brasília) devido ao feriado em comemoração à independência do país, que é amanhã, quando os mercados também não abrem nos Estados Unidos. Dow Jones caiu 0,54% e S&P 500 registrou desvalorização de 0,50%.

Nesta terça-feira, o Banco Central (BC) fez apenas um leilão de rolagem de “swaps cambiais”, que possuem efeito de venda de moeda no mercado futuro. Mas como se trata de uma rolagem, ou seja, não há emissão de novos contratos, não há um impacto na liquidez. Ao todo, foram 14 mil contratos, o equivalente a US$ 700 milhões. A autoridade monetária não realizou ou anunciou nesta semana emissão de novos swaps ou leilões de linha (em que é vendido dólar com compromisso de recompra).

— Já era esperada essa ausência do BC porque o movimento do dólar no Brasil está alinhado com o exterior. Ele olha se está descolado ou não e se tem excesso. Sem isso, observa e deixa o movimento fluir — avaliou Cleber Alessie, operador da corretora H.Commcor.

Entre as ações mais negociadas na Bolsa brasileira, as da Petrobras dão força para o índice. Os papéis ON (ordinários, com direito a voto) e PN (preferenciais, sem direito a voto) da estatal sobem, respectivamente, 0,86% (R$ 19,85) e 0,62% (R$ 17,58). .

As ações da Vale perdem força e agora operam com desvalorização de 0,49%, embora a empresa seja beneficiada pelo sutil alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. "O tema da guerra comercial seguirá presente ao longo da semana", escreveu a equipe de economistas do banco Bradesco em relatório, referindo-se ao prazo de 6 de julho em que o Estados Unidos pretendem impor tarifas sobre US$ 34 bilhões em bens da China, o que deve desencadear retaliação.

Sobem também com força os bancos, que possuem maior peso na composição do Ibovespa. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco avançam, respectivamente, 2,15% e 3,84%.

Os papéis da Embraer também estão entre as principais altas, com valorização de 3,15%. A empresa negocia um acordo com a americana Boeing.

Internamente, os investidores continuam atentos à cena política, a poucos meses da eleição presidencial de outubro e ainda marcada por muitas incertezas, e às atuações do Banco Central (BC).

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