RIO - O dólar comercial opera estável contra o real nesta quarta-feira, a R$ 3,415, depois que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ressaltou que o país “tem reservas suficientes para intervir no mercado se necessário”. Antes da fala de Ilan, o dólar subia a R$ 3,42 em reação à tensão geopolítica entre Estados Unidos e Rússia por causa da Síria. Investidores de todo o mundo operam sob tensão nesta quarta-feira, reagindo ao tuíte do presidente americano Donald Trump pedindo para que a Rússia se preparasse para um ataque dos EUA contra a Síria após suposto uso de armas químicas contra reduto rebelde naquele país no fim de semana. Apesar disso, a Bolsa brasileira registra valorização de 0,46% aos 84.897 pontos.
As Bolsas europeias e os índice futuros de Wall Street operam no vermelho, enquanto os investidores buscam refúgios nos títulos do Tesouro americano, no ouro e no iene japonês. O rublo russo, por sua vez, estende sua queda contra o dólar na semana a 10%, superando a desvalorização ocorrida durante a anexação da Crimeia em 2014. O índice Euro Stoxx 50, referência para as ações da zona do euro, cai 0,69%. A Bolsa de Londres recua 0,11%; a de Paris, 0,72%; em Frankfurt, as perdas são de 0,97%, e em Madri, de 0,43%.
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil tem colchões para enfrentar a recente volatilidade nos mercados financeiros, como elevadas reservas internacionais e estoque mais baixo de swaps cambiais tradicionais — operações equivalentes à venda futura de dólares e que servem para conter a valorização da moeda americana. Falando em inglês durante entrevista à mídia internacional, Ilan disse ainda que o cenário para a política monetária não mudou após o resultado de março do IPCA, divulgado na véspera, ter vindo bem abaixo do esperado.
— Temos reservas, déficit em conta corrente é bem financiado por investimento estrangeiro direto. (...) Reduzimos o estoque de swaps para momentos como o que temos hoje — disse Ilan. — Temos mais colchões do que tínhamos no passado.




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