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Dólar no maior valor em quase um mês e juros mais altos por mais tempo apertam o bolso em Manaus

Dólar no maior valor em quase um mês e juros mais altos por mais tempo apertam o bolso em Manaus
Alta do dólar e juros elevados pressionam o custo de vida em Manaus

Nesta quinta-feira (24), o dólar fechou cotado a R$ 5,19, o maior valor de fechamento desde o fim de agosto, com alta de quase 0,5% no dia e acumulando ganho de mais de 1,7% em apenas dois pregões. A moeda americana subiu com o mercado global reagindo a sinais de força da economia dos Estados Unidos, à disparada do petróleo por causa da tensão entre americanos e iranianos, e à aposta de que o Federal Reserve deve manter os juros altos por mais tempo. Para Manaus, cidade que depende fortemente de insumos e componentes importados para sua indústria, a alta direta do dólar pressiona o custo de peças eletrônicas, matérias-primas e produtos de fora, além de encarecer pacotes de viagem internacional e compras em sites estrangeiros.

Ao mesmo tempo, o governo federal revisou para cima sua própria projeção de juros básicos: a expectativa oficial para a Selic média acumulada de 2026 passou de 14,16% para 14,22%, segundo relatório divulgado pelos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Isso reforça que, mesmo depois de o Banco Central ter reduzido a Selic para 13,75% ao ano em setembro, o custo do crédito deve seguir elevado por mais tempo do que se esperava — o que atinge diretamente quem financia carro, casa própria ou capital de giro para pequenos negócios, e também quem usa o cartão de crédito rotativo em Manaus.

O mesmo relatório do governo trouxe a projeção do barril de petróleo subindo de US$ 79,16 para US$ 87,70, número que tende a pressionar o preço dos combustíveis e, por consequência, o transporte e a cesta básica na capital amazonense, já historicamente mais cara por causa da logística de abastecimento por via fluvial e aérea. Em compensação, a estimativa de inflação (IPCA) para o ano foi reduzida para 4,92%, um alívio discreto que, na prática, ainda mantém os preços rodando acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central.

Para o consumidor manauara, a combinação de dólar mais caro, juros que devem pesar no bolso por mais tempo e petróleo em alta forma um cenário que pede cautela redobrada na hora de fechar negócios atrelados ao câmbio, renegociar dívidas ou planejar viagens para o fim do ano — mesmo com o pequeno alívio na expectativa de inflação.

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