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Dólar mantém valorização por influência do mercado externo

RIO — A moeda americana opera em alta pelo terceiro dia consecutivo nesta semana. No início da tarde, a divisa mantinha a valorização, com alta de 0,51% e cotada a R$ 3,681.

Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora H. Commcor, diz que a manutenção da alta do dólar está atrelada ao cenário externo.

— Nesta quarta, os dados da produção industrial americana e eles vieram acima das expectativas. O mercado esperava um avanço de 0,6%, e o resultado foi alta de 0,7%. Assim como o dado de abril foi melhor do que o esperado, o percentual de março foi revisado para cima, uma alta de 0,5% para 0,7%. Isso fortalece aqueles as apostas em uma postura mais agressiva do Fed neste ano, ou seja, de quatro altas de juros, e não três. Isso tende a garantir força para o dólar ao longo do dia — disse Alessie.

O operador de câmbio da H. Commcor também indicou que a moeda americana está em queda frente aos emergentes, mas não em relação ao Brasil. Por isso, ele acredita que o Banco Central (BC) pode fazer algum tipo de intervenção.

— O real está descolado dos principais pares hoje. A leitura é que, se a situação do dólar continuar assim, próximo dos R$ 3,70, o BC tende a tomar alguma atitude, mas ele não deve fazer isso antes de divulgar a decisão de política monetária hoje.

Após quase ter batido a marca dos R$ 3,70 na última terça, a moeda americana mantém o ritmo de valorização. No início da manhã, o dólar acumulava alta de 0,54%, cotado a R$ 3,682 ante o real. Na véspera, a moeda fechou em alta de 0,93%, cotada a R$ 3,662, a maior cotação desde abril de 2016. Na máxima, chegou a bater R$ 3,693.

Na Bolsa de Valores, o principal índice do mercado acionário brasileiro, Ibovespa, iniciou o pregão em alta, e continuou em ritmo de crescimento após a abertura. No início da manhã, o índice avançava 1,4%%, aos 86.318 pontos. Às 11h20, o Ibovespa avançava 1,42%, aos 86.341 pontos, após máxima de 86.634 pontos.

Na avaliação de Bernard Gonin, gestor de renda fixa da Rio Gestão de Recursos, a alta da Bolsa pode ser explicada pelo bom desempenho das commodities, como o petróleo.

— A Petrobras está apresentando resultados muito positivos, e isso influencia positivamente a Bolsa — explica Gonin.

No início da tarde desta quarta, os papéis ON (com direito a voto) da Petrobras avançavam 1,81%. Já os PN (sem direito a voto), apresentavam valorização de 1,82%. Por sua vez, as ações da Vale também seguem em ritmo de alta e apresentavam alta de 2,14%.

Gonin aponta que também existe um fluxo maior de migração para a Bolsa, muito provavelmente por causa da expectativa de um novo corte da taxa básica de juros (Selic).

— Essa alta da Bolsa é motivada, também, por causa do fluxo. Com a expectativa da manutenção dos juros baixos, investidores passam a migrar da renda fixa para aplicações que apresentam maior rentabilidade, como aquelas atreladas à Bolsa — explicou.

Na terça, o Ibovespa fechou com leve desvalorização de 0,12%, aos 85.130 pontos, mas Gonin indicou que a queda da Bolsa brasileira foi bem inferior às desvalorizações de outras bolsas mundiais.

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