RIO e SÃO PAULO - O dólar inverteu a tendência e passou a operar em queda após a divulgação de dados do mercado de trabalho americano, o chamado payroll, que engloba setor privado e público. Após atingir a máxima de R$ 3,14, a moeda americana está em queda de 0,06% cotada a R$ 3,12 na venda. Na mínima, a divisa atingiu R$ 3,117, após os dados de emprego nos EUA.
Os Estados Unidos criaram 227 mil vagas em janeiro, número acima dos 170 mil esperados pelo mercado. Mas a taxa de desemprego subiu de 4,7% para 4,8%. Os investidores esperavam que o desemprego ficasse estável em 4,7%.
— O mercado está reagindo ao aumento do desemprego. O número de vagas criadas aumentou, mas o desemprego não caiu como seria esperado. Os investidores acreditam que isso pode adiar um pouco uma subida de juros pelo Federal Reserve, banco central americano, e por isso o dólar recua — explica Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da corretora Treviso.
Ontem, o dólar comercial fechou a R$ 3,122, desvalorização de 0,88% ante o real, após ter chegado a R$ 3,109 na mínima.
Uma elevação dos juros nos EUA pode fortalecer o dólar em todo o mundo. Além disso, atrairá para os títulos americanos uma parte dos recursos destinada aos países emergentes, entre eles o Brasil.
O mercado também acompanha novas medidas do presidente Donald Trump. Jornais internacionais destacam que o presidente irá tomar hoje as primeiras medidas para desfazer parte das chamadas “reformas Dodd-Frank”, que regulamentaram o mercado bancário depois da crise de 2008.
Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em queda, oscilou e agora está em alta de 0,38% aos 64.826 pontos. Ontem o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, encerrou os negócios em terreno negativo, sob influência da queda das ações do Bradesco, o segundo maior banco privado do país, que reportou lucro mais baixo em 2016. O Ibovespa recuou 0,39%, aos 64.578 pontos.



Aviso