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Dólar ganha força e opera em alta de 0,41%, a R$ 3,16

SÃO PAULO - O dólar recupera as perdas registradas no pregão de ontem, quando perdeu força no mundo inteiro com a sinalização de que ao próximo aumento de juros nos Estados Unidos vai demorar mais que o esperado. No Brasil, a moeda americana sobe 0,41% ante o real, cotada a R$ 3,16. Já o Ibovespa, principal índice de ações da B3, recua 0,34%, aos 68.359 pontos.

O “dollar index”, que mede o comportamento da divisa americana frente a uma cesta de dez moedas, opera em alta de 0,12%. Na quinta-feira, esse indicador também fechou em queda. “Após o Federal Reserve falar em “paciência” no aperto do juro do país, o o dólar se recupera do tombo de ontem e ganha da maioria das moedas fortes e emergentes”, avaliou Guilherme França Esquelbek, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

Além dos fatores externos, internamente os investidores estão de olho nas medidas fiscais que precisam de aprovação no Congresso Nacional. Além disso, foi divulgado nesta quinta-feira os e o , o IBC-Br.

Nos negócios com ações, Ari Santos, gerente de renda variável da corretora H.Commcor, lembra que a ausência de notícias impede um melhor desempenho do índice. Além disso, os investidores estão de olho nas negociações entre Palácio do Planalto e parlamentares para a aprovação de nove das onze medidas anunciadas nesta semana.

— Há uma ausência de notícias corporativas e, do lado político, pesa a necessidade de aprovação do Congresso para a amior parte das medidas. Então a questão fiscal ainda não está resolvida. Os indicadores de atividade dão um ar mais positivo, mas o investidor quer ver algo mais concreto que confirme uma recuperação — avaliou.

Contribuem para a queda do Ibovespa o desempenho das ações da Eletrobras. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) caem 2,06% e as ordinárias (ONs, com direito a voto) recuam 1,29%. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que a estatal devolva R$ 2,9 bilhões aos consumidores por cobranças que teriam sido feito de forma irregular pela Amazonas Energia.

Ainda entre as mais negociadas, os papéis PN da Petrobras têm leve alta de 0,45%, cotados a R$ 13,19, e as ONs sobem 0,88%, a R$ 13,70. As ações da Vale também operam com ganho. As preferenciais se valorizam 0,36% e as ordinárias estão estáveis.

E ainda sobem com força os papéis da Suzano e da Fibria, com altas de, respectivamente, 2,69% e 2,01%. O mercado especula sobre a possibilidade de uma fusão entre as duas empresas, que já são as maiores produtoras de papel e celulose do mundo.

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