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Dólar ganha força e fecha a R$ 3,169, alta de 0,69%

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SÃO PAULO - O dólar comercial inverteu o movimento de queda que prevaleceu durante a primeira etapa dos negócios e acabou fechando em alta de 0,69% ante o real, cotado a R$ 3,169. Na mínima, a divisa chegou a R$ 3,138. Já o Ibovespa, principal índice de ações da B3), perdeu força e registrou leve recuo de 0,11%, aos 68.634 pontos - na máxima, chegou aos 69.068 pontos, patamar que não alcançava desde fevereiro.

Na avaliação de Bernard Gonin, gestor da Rio Gestão de Recursos, sem notícias positivas relevantes no cenário interno, os investidores aproveitam para ajustar posições e realizar lucros.

— Não há nenhuma notícia relevante internamente. Mas mesmo assim o que vemos nessa tarde são os ativos brasileiros mais fracos que o mercado lá fora. Pode ser só um movimento pontual, de alguns investidores zerando posição — disse.

Uma série de fatores levou a essa reversão de tendência nos mercados locais. , no âmbito da operação Zelotes. A suspensão, pela justiça, do leilão da Cemig e a queda do preço do petróleo no exterior foram outros fatores que pressionaram os negócios.

— A denúncia afeta diretamente o governo, pois Jucá é o braço direito do presidente Michel Temer. Com isso, o dólar fechou em alta — avaliou Guilherme França Esquelbek, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

No exterior, o “dollar index” operava com queda de 0,35% próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil. Esse indicador mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de dez moedas. A fraqueza da divisa no exterior está relacionado a dados mais fracos da economia americana.

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Esse descolamento do exterior também se deu no mercado acionário. A queda no Ibovespa só não foi maior devido ao desempenho da Vale. O minério de ferro registrou alta de 2,55% no porto de Qingdao, na China, indo a US$ 79,93 a tonelada. Isso fez com que os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) da mineradora tivessem alta de 0,64% e os ordinários subissem 0,63%.

Entre as altas, as empresas que lideraram, no entanto, foram as do setor de papel e celulose. Suzano e Fibria avançaram, respectivamente, 3,64% e 4,20%.

Por outro lado, as ações da Petrobras amargaram queda, seguindo o comportamento do petróleo no mercado internacional - o barril do tipo Brent caía 2,03%, a US$ 51,65. As PNs recuaram 1,915, cotadas a R$ 13,34, e as ordinárias registraram desvalorização de 1,70%, a R$ 13,80. Outra queda relevante foi a da Cemig, com queda de 1,97%. . Os recursos do certame são considerados importantes no processo de ajuste fiscal do governo.

Os bancos, que possuem o maior peso na composição do índice, também terminaram o pregão com desvalorização. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco caíram, respectivamente, 0,72% e 0,03%.

Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, afirmou que do ponto de vista gráfico, o Ibovespa está com uma resistência muito grande nos 69 mil pontos. Isso significa que, ao analisar o comportamento do índice com base nos gráficos, ele perde força toda vez que se aproxima desse patamar.

— O mercado voltou para o ponto que estava antes da delação da JBS (em meados de maio). Há uma resistência muito forte para conseguir romper essa barreira. Então, quando se chega nela, começa uma realização de lucros — explicou. Quando conseguir ultrapassar essa resistência, do ponto de vista gráfico, a tendência para o índice é de um novo ciclo de alta.

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