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Dólar fecha em queda de 0,22% cotado a R$ 3,12; Bovespa recua

RIO e SÃO PAULO - O dólar comercial fechou em queda de 0,22% nesta terça-feira frente ao real, cotado a R$ 3,121, devolvendo parte da alta registrada na véspera. No exterior, o dollar index, cesta de moedas que compara o desempenho do dólar com outras dez moedas globais, subia 0,17% no fechamento dos negócios no mercado brasileiro. No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra queda de 0,54%, aos 65.980 pontos, em pregão volátil marcado pela divulgação de dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2016.

Para o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, o dólar fechou na contramão do mercado internacional por conta de fluxo de estrangeiros para a renda fixa no Brasil. Segundo o especialista, a moeda americana já corrigiu alguns excesso no mês de fevereiro, quando chegou a ser cotada a R$ 3,05.

- O dólar flutuando entre R$ 3,10 e R$ 3,12 aparentemente não incomoda o Banco Central. Ontem, as palavras do presidente do BC, Ilan Godfajn, dizendo que pode reduzir o estoque de swaps fez o dólar futuro chegar a R$ 3,16. Mas a tendência ainda é de queda do dólar e o mercado devolveu hoje. Há fluxo de estrangeiros para renda fixa, já que há interesse pelos juros brasileiros, mesmo com a queda da Selic. Isso fez a moeda ceder hoje - diz Galhardo.

Em 2016, É a primeira vez em quase 70 anos que o PIB tem dois resultados negativos anuais seguidos, com perda acumulada de 7,2%.

Pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da Fundação Getulio Vargas, o atual ciclo recessivo, que começou no segundo trimestre de 2014, completou em dezembro de 2016 onze trimestres e já se tornou o mais longo em 35 anos. Ele alcançou a mesma duração da crise do governo Collor(1989-1992), com magnitude superior à crise da moratória da dívida (1981-1983), quando a economia encolheu 8,5%.

Entre as ações brasileiras, o setor financeiro é o que mais pesa no pregão. O Itaú Unibanco, ação mais importante do Ibovespa, tem queda de 1,17%, negociadas a R$ 39,64, enquanto as preferenciais do Bradesco caem 0,92% a R$ 33,14. A maior pressão positiva vem das ações preferenciais da Petrobras, que sobem 0,86% a R$ 15,23.

Fora do Ibovespa, as ações preferenciais da Oi sobem 0,96%, a R$ 4,19, depois de a Justiça de Lisboa ter reconhecido a decisão que deferiu a recuperação judicial da operadora brasileira.

No exterior, as principais Bolsas operam em queda, puxadas para baixo pelo desempenho das ações das empresas farmacêuticas depois de a Casa Branca anunciar detalhes do seu plano para substituir o Obamacare e de o presidente Donald Trump, ter afirmado em mensagem no Twitter que vai tornar os medicamentos mais baratos.

O índice de referência europeu, o Euro Stoxx 50, caiu 0,07%, enquanto a Bolsa de Londres teve baixa de 0,15% . Em Paris, a queda foi de 0,35%. Em Wall Street, o Dow Jones recua 0,06%, enquanto o S&P 500 cai 0,14% e a Nasdaq tem perda de 0,06%.

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