RIO - Em sessão instável, o dólar comercial fechou em alta de 0,39% nesta quarta-feira, cotado a R$ 3,281. O fim do dia foi marcado por protestos, em que manifestantes depredaram ministérios e colocaram fogo no prédio da Agricultura. Com o clima de tensão, o câmbio local não conseguiu acompanhar a desvalorização do dólar no mercado internacional após a divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). No mercado de ações, o índice de referência Ibovespa conseguiu fechar o dia com o segundo pregão positivo, avançando 0,94%, aos 63.257 pontos.
As ações da JBS seguiram em ritmo de trégua, depois de quedas sucessivas por causa da crise política na qual a companhia está envolvida. Os papéis da empresa subiram 2,29%. Ontem, as ações já tinham recuperado parte das perdas saltando 9,5%.
— O mercado teve aquele derrame todo, no centro da crise política, mas estamos vendo um esforço da base aliada na aprovação das medidas. Ontem, pesou as declarações do Henrique Meirelles. Hoje, ele está seguindo o fluxo. Mas nem tudo está resolvido, vai ter muita coisa pela frente e a volatilidade vai seguir alta — afirmou Ricardo Zeno, da AZ Investimentos. — No caso da JBS, trata-se de um repique natural. A companhia está querendo vender ativos, isso é uma boa notícia. Mas daí a ela recuperar seu valor, é uma distância muito grande.
O Banco do Brasil avançou 1,76%, enquanto o Bradesco ganhou 1,14%. O Itaú Unibanco avançou 0,81%. A Petrobras também fechou em alta, com o papel ON subindo 2,70% e o PN, 3,33%.
A Vale, porém, registrou perdas, com o papel ON recuando 2,61% e o PNA, 2,06%.
Ontem, o Ibovespa, principal indicador de ações da B3 (ex-BM&FBovespa e Cetip), fechou com valorização de 1,6%, aos 62.662 pontos. No câmbio, o dólar comercial recuou 0,30% ante o real, a R$ 3,268.
Segundo analistas, os investidores estão se apoiando nas tentativas do Congresso Nacional em tentar colocar em votação alguns projetos importantes e também nas declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que destacaram a necessidade de avançar com as reformas.



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