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Dólar estabiliza perto de R$ 5,09 e Selic segue em 14% na véspera do Copom: o que pesa no bolso do manauara

Dólar recua para perto de R$ 5,09 após alta da véspera, enquanto Selic segue em 14% ao ano até a decisão do Copom em 16 de setembro.

Dólar estabiliza perto de R$ 5,09 e Selic segue em 14% na véspera do Copom: o que pesa no bolso do manauara
Cotação do dólar impacta preços de combustíveis, viagens e produtos importados no Amazonas

A moeda americana opera nesta quinta-feira em torno de R$ 5,09, praticamente estável ante o fechamento anterior, depois de ter subido a R$ 5,11 na véspera em meio à escalada de tensão entre países do Oriente Médio e à disparada do petróleo. A taxa básica de juros, a Selic, segue em 14% ao ano desde o corte definido pelo Banco Central no início de agosto, e o mercado agora aguarda a próxima reunião do Copom, marcada para o dia 16, que pode indicar novo ajuste para o restante do ano.

Para quem mora em Manaus e no Amazonas, essa combinação de dólar ainda pressionado e juros elevados tem efeito direto no dia a dia. Produtos importados, eletrônicos e peças que dependem de insumos estrangeiros continuam com preço pressionado, assim como pacotes de viagem internacional cotados em moeda estrangeira. Já o crédito ao consumidor, financiamentos e o rotativo do cartão continuam caros enquanto a Selic permanece no patamar de dois dígitos, encarecendo compras parceladas e o crediário usado por boa parte das famílias amazonenses.

Do lado positivo, o governo federal formalizou nesta semana um alívio nos combustíveis: decreto assinado reduz o PIS/Cofins da gasolina, zera a tributação do etanol e amplia o subsídio ao diesel. Na prática, a medida tende a segurar o preço nas bombas nas próximas semanas, o que ajuda a conter o custo do transporte em uma cidade que depende fortemente de logística rodoviária e fluvial para abastecimento — com reflexo esperado, ainda que gradual, sobre o preço da cesta básica e de outros itens que chegam a Manaus de fora do estado.

O cenário, porém, segue sensível a fatores externos: novas escaladas no conflito no Oriente Médio ou petróleo em alta podem voltar a pressionar o dólar e a inflação nas próximas semanas. Por isso, quem planeja viagens, compras parceladas ou grandes investimentos deve ficar atento tanto à decisão do Copom quanto ao noticiário internacional nos próximos dias.

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