Início Economia Dólar apaga queda e vale R$ 3,10; Bolsa recua 0,64%
Economia

Dólar apaga queda e vale R$ 3,10; Bolsa recua 0,64%

RIO - O dólar apagou sua queda e a Bolsa acentuou sua desvalorização na tarde desta terça-feira. A divisa americana agora opera estável, valendo R$ 3,107, depois de ter recuado a R$ 3,089 pela manhão. Na véspera, ela havia caído 1,3% por causa da aposta de que o Banco Central deve rolar todos os contratos de swaps cambiais tradicionais — operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro — com vencimento em maio. Desde janeiro o BC não rola o lote integral desses contratos. Na Bolsa, depois de ter disparado 2,40% na véspera, o índice de referência Ibovespa tem pregão instável, em dia de Bolsas em baixa no exterior. A B3 (antiga Bovespa) agora cai 0,64%, aos 63.920 pontos.

Logo no começo da sessão, as expectativas dos investidores no campo político foram frustradas. O presidente da comissão que trata do tema na Câmara, Carlos Marun (PMDB-MS), alega falta de tempo para fechar o texto e garante que o prazo de votações será mantido, apesar do atraso de um dia na leitura do texto. Marun afirma ainda que o presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não viram “problema” no adiamento.

Nos mercados externos, pesa a desvalorização do minério de ferro, que caiu 4,6%, a US$ 63,20, e tem impacto negativo nas ações de mineradoras na Europa. A tonelada do produto chegou a custar US$ 94,86 em fevereiro. Por isso, a Vale cai 2,69% (ON) e 2,91% (PNA).

Os bancos têm mais um pregão de valorização. O Banco do Brasil avança 1,81%, enquanto o Bradesco sobe 0,93%. O Itaú Unibanco sobe 0,15%.

A Petrobras opera estável.

No mercado de juros, os contratos futuros recuam após a Ata do Copom mostrar que o BC discutiu fazer um corte de juros mais radical do que a queda de 1 ponto percentual no juro básico da economia anunciada na semana passada. Os diretores ponderaram que ainda há riscos para a estabilidade econômica, argumento que acabou vencendo. Agora, alguns analistas acreditam que o BC poderá acelerar a redução dos juros para 1,25 pp se as reformas da Previdência e trabalhista avançarem no Congresso. O contrato de juros DI para janeiro de 2018 tem taxa de 9,54%, contra 9,64% na véspera; o DI para janeiro de 2019 está em 9,35%, contra 9,44%; e o DI para janeiro de 2021 está em 9,87%, antes 9,92%.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?