BRASÍLIA - Mesmo com o pagamento de mais de R$ 70 bilhões do aos cofres do Nacional, a cresceu em agosto. O endividamento bruto do país aumentou 0,7% e chegou a R$ 5,2 trilhões: recorde histórico. Isso representa 77,3% de tudo o que o Brasil produz em um ano. A alta do dólar influenciou e explodiu os juros. Como o governo não conseguiu poupar nenhum centavo para pagar nem mesmo os juros no mês passado, teve de emitir mais dívida para honrar os compromissos de agosto.
A alta de mais de 10% da moeda americana fez com que o Banco Central gastasse mais nas operações para dar proteção às empresas exportadoras. Isso fez com que os juros da dívida pública aumentassem 133% no mês e chegassem a R$ 60 bilhões no mês passado. É o maior gasto para meses de agosto no História. E o quarto pior para qualquer mês. Em 2015, houve despesas maiores.
Além de juros maiores, o país não conseguiu poupar nada para amortizar a dívida. Pelo contrário. União, estados, municípios aumentaram o déficit das contas públicas. Passou de R$ 9,5 bilhões de agosto do ano passado para R$ 16,9 bilhões agora.
— Enquanto a economia continuar a ter déficits primários, o endividamento vai continuar a crescer. Para reduzir, é preciso que o setor público faça superávits primários em magnitudes necessárias para reduzir a dívida. Enquanto isso não acontecer, a tendência é a dívida continuar a crescer — afirmou o chefe do departamento econômico do Banco Central, Fernando Rocha.

