No começo de novembro, o IPC-S intensificou a velocidade da alta, ao ficar em 0,63%, depois de registrar 0,55% no fim de outubro. A aceleração foi resultado principalmente do avanço na classe de despesa de alimentos para 1,14% (de 0,93%). "A inflação está espalhada por todos os grupos, mas quando há um mini choque em Alimentação como o que acontece nesse momento, isso faz a difusão aumentar (mais) por uma questão numérica. É o grupo que tem o maior número de itens", explicou o coordenador do IPC-S, Paulo Picchetti.
Picchetti reconhece que o nível do índice está alto e, apesar da expectativa de repasse de algumas quedas de alimentos do atacado para o varejo nos próximos meses, acredita que o grupo Alimentação ainda poderá continuar apresentando taxas elevadas. "Principalmente por causa da sazonalidade, que também pode pressionar o grupo Vestuário que, por enquanto, está desacelerando (de 0,72% para 0,43%)", avaliou.



