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Disney vai se transformar no ‘Walmart de Hollywood’ com compra de parte da Fox

NOVA YORK - O vai transformar o estúdio de maior sucesso de Hollywood em uma força ainda maior, potencialmente pressionando seus rivais para a consolidação, espremendo redes de salas de cinema e intensificando a tendência de lançamento de sequências e grandes sucessos, os famosos blockbusters.

A Disney vai comprar o estúdio da Fox, canais de TV a cabo como FX e National Geographic e ativos internacionais (fora dos Estados Unidos). Caso seja aprovada pelos reguladores, o negócio pode ser concluído em um prazo de 12 a 18 meses.

— A Disney está se tornando o Walmart de Hollywood: grande e dominante — disse o analista de mídia na B. Riley FBR, Barton Crockett.

Esta é a primeira consolidação em Hollywood desde que

Com a Fox e a Disney no mesmo grupo, o grupo dos seis grandes estúdios vai encolher para cinco. O , pode considerar que precisa comprar outro estúdio para se manter competitivo. Enquanto isso, estúdios menores como Lions Gate Entertainment e Metro-Goldwyn-Mayer, ou grupos maiores como Viacom Inc.’s Paramount Pictures, podem se sentir pressionados a vender.

Tornar-se maior dá aos estúdios mais conteúdo e propriedade intelectual, ajuda a criar filmes que fazem sucesso de bilheteria, disse Crockett.

A Fox dá à Disney mais poder de barganha em negociações com redes de salas de cinema, como AMC Entertainment, grupos que estão passando por um processo próprio de consolidação. Segundo fontes, a Disney tentou negociar com os cinemas uma parcela maior do valor do ingresso, em filmes como “Star Wars”. Em geral, a divisão é meio a meio, mas em filmes mais populares a Disney chega a pedir mais de 60% do valor do ingresso.

A Disney pode lançar mão da mesma estratégia com os filmes mais famosos da Fox, com franquias de filmes como “Avatar”. Juntos, os estúdios Disney e Fox responderam por 40% da receita de bilheteria nos Estados Unidos e no Canadá em 2016, segundo pesquisa do Box Office Mojo.

“Esperamos que o aumento de escala da Disney tenha um impacto negativo entre as salas de cinema”, disse, em relatório, o analista da BTIG Rich Greenfield.

As ações do AMC Entertainment, por exemplo, já recuaram 50% este ano.

Nos últimos anos, a receita de bilheteria tem ficado concentrada em um número pequeno de filmes. Em 2016, as dez maiores bilheterias responderam por 34% da receita total, acima da média histórica de 28%, segundo Doug Creutz, analista Cowen & Co.

Uma questão que se coloca é se a Disney vai distribuir algum filme com a marca Fox. Até agora, a estratégia da Disney tem sido de reduzir o número e o tipo de filmes para focar naqueles de orçamento grande e nas franquias para toda a família.

A Disney lançou sete filmes este ano, enquanto a Fox anunciou 22 títulos até agora. Ainda assim, é a Disney que deve ter o maior ganho com o novo filme do “Star Wars”.

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