"Estamos cada vez mais confiantes que inflação atingirá meta de 2% em 2025 e que vamos conquistar isso em um cenário de pouso suave. Contudo, o progresso está sujeito a riscos", alertou o dirigente, em comunicado.
Diante das incertezas em um ambiente econômico "complexo", a decisão de evitar discussões sobre cortes de juros é uma "escolha estratégica para manter a estabilidade", comentou ele.
Para Kazimir, o risco de um "relaxamento prematuro" é significativamente maior do que o de manter a política monetária restritiva por tempo prolongado demais. "Prudência é a chave. Estamos monitorando de perto os indicadores econômicos para não fazer nenhum movimento precipitado", afirmou.
Dessa forma, o dirigente defende uma postura cautelosa do BCE e manutenção dos juros em nível restritivo por tempo suficiente, enquanto monitoram sinais de moderação da inflação e dos salários no bloco.
Ele lembra que o banco central projeta um repique da inflação nos próximos meses, antes de um processo gradual de queda até a meta.
Kazimir ainda argumenta que o "crescimento desapontador" da zona do euro não tem a política monetária como seu principal catalisador, mas sim problemas de competitividade graças a "lenta adaptação da Europa às necessidades do século 21". "Precisamos investir em reformas estruturais para impulsionar a produtividade e, assim, conseguir um crescimento econômico sustentável", afirmou.

