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Diretor do BNDES diz que valor a ser devolvido em 2018 depende de avanço da economia

RIO - O diretor financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Thadeu de Freitas, confirma que já está tudo negociado entre o Ministério da Fazenda e o banco para a devolução ao Tesouro. Ele conversou com O GLOBO sobre o assunto.

Já está está tudo negociado entre o BNDES e o Ministério da Fazenda em relação a este ano. Para ano que vem, estamos em processo de negociação. Não há mais dúvidas de que o BNDES vai fazer esse resgate antecipado este ano, até porque é importante baixar a dívida bruta.

Está fechado o resgate antecipado de R$ 50 bilhões. Estamos negociando com o Tesouro o montante de 2018 e como o banco poderá se viabilizar na ausência desses recursos.

É um pouco cedo para dizer que o BNDES vai encolher. Hoje, ele tem tido menos desembolsos e mais volta de recursos, então não vão faltar recursos. Agora, para o ano que vem, tendo em vista essa demanda maior que deve surgir com a melhora da economia, aí tem de ser feito um quadro de cenários e expectativas. O banco está hoje no tamanho certo para atender à demanda futura.

Da arrecadação, das condições de atendimento do banco. O repasse vai ser feito de maneira que não faltem recursos para emprestar, essa é a função do BNDES. Hoje, ele pode resgatar porque o BNDES tem recursos. Não vai impactar em nada nosso trabalho. Ano que vem vai depender da evolução da economia.

De jeito nenhum. Somos um dos poucos bancos que emprestam a longo prazo. Isso é um diferencial que nos garante competitividade.

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