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Deutsche Bank aparece como maior credor da Americanas, mas não emprestou para varejista

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GUSTAVO SOARES - RENATO CARVALHO

SÃO PAULO

Banco alemão detém custódia de títulos da varejista emitidos no exterior

(FOLHAPRESS) Em 25/01/2023 15h51

O banco alemão Deutsche Bank aparece como o principal credor da Americanas segundo a lista entregue pela varejista nesta quarta-feira (25) à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, com uma dívida no valor de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões).

O total de dívidas da empresa soma R$ 41,2 bilhões, devidos a 7.967 credores.

Entre os bancos, causou surpresa que a maior dívida seja com a instituição alemã. Neste caso, porém, o banco afirma que não tem crédito concedido à Americanas.

O valor refere-se a títulos emitidos pela varejista no exterior, que estão sob a custódia da instituição financeira.

Entrada de uma unidade das Lojas Americanas, no Rio Mauro Pimentel/AFP Mulher caminha em frente a uma unidade das Lojas Americanas, no Rio **** Do total, R$ 41 bilhões pertencem à classe quirografários (crédito sem garantia), R$ 109,5 milhões à classe de microempresas e empresas de pequeno porte, e R$ 64,8 milhões se referem à classe trabalhista. A empresa identificou nominalmente todos os seus credores.

Os bancos são os maiores credores, mas a lista tem gigantes do setor de tecnologia como Google, Apple e Samsung, além de grandes indústrias alimentícias, como a Nestlé.

No caso das operações de crédito tradicionais, o maior débito é com o Bradesco, no valor de R$ 4,5 bilhões. O Santander Brasil é credor de R$ 3,6 bilhões.

Na sequência vêm BTG Pactual, com R$ 3,5 bilhões, BV (Votorantim), com R$ 3,3 bilhões, Itaú Unibanco, com R$ 2,7 bilhões, Safra, com R$ 2,5 bilhões, e Banco do Brasil, com R$ 1,36 bilhão.

Outros bancos públicos também estão na lista de credores da Americanas, como a Caixa Econômica Federal, com R$ 501,4 milhões, e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com R$ 276 milhões.

Outras empresas do próprio grupo Americanas S.A. estão entre os maiores credores, como a B2W Lux e a JSM Global, ambas sediadas em Luxemburgo, com valores somados de aproximadamente R$ 6,7 bilhões.

Galeria Entenda o escândalo de R$ 20 bilhões no balanço das Americanas Varejista não classificou financiamentos bancários como dívidas, o que causou inconsistência fiscal https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1754950189539328-entenda-americanas *** A Americanas pediu recuperação judicial na semana passada, com uma dívida de R$ 43 bilhões, após ter detectado "inconsistências contábeis" de 20 bilhões de reais mais cedo neste mês.

Americanas informou na terça-feira (24) que diz que contratou a Alvarez & Marsal para ajudar a coordenar o processo de recuperação judicial da varejista.

Em fato relevante, a Americanas afirmou que a Alvarez & Marsal "atuará em coordenação com o Rothschild como interlocutor da companhia na renegociação da dívida financeira".

Com Reuters

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