BRASÍLIA - O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, , afirmou nesta terça-feira que, se considerado o custo-benefício da de pagamentos, o programa não funcionou. Em seminário do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre qualidade do gasto público, ele expôs os cálculos utilizados pela equipe econômica para averiguar se os subsídios aplicados têm de fato efeito na economia.
Em relação à desoneração da folha, ele avaliou que o governo gastou, em 2014, R$ 20 bilhões. A geração de emprego causada pela medida, no entanto, só rendeu aos cofres públicos uma arrecadação de R$ 3 bilhões. O retorno no Produto Interno Bruto (PIB) foi de cerca de R$ 10 bilhões.
— Uma droga de projeto, não tem muito papo, é ruim - disse o secretário.
Para ele, um programa que compensa no sentido de custo/benefício é o Bolsa Família. Cada bilhão investido pelo governo reduz a desigualdade em 60 milésimos. Ele comparou o programa com a desoneração da cesta básica, que tem impacto bem menor na redução da desigualdade. Segundo ele, o Bolsa Família é 12 vezes mais eficiente.

