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Economia

Desaceleração na Europa e Trump derrubam mercados

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dados econômicos piores do que o esperado da Europa e novas declarações de Donald Trump sobre a guerra comercial levaram os mercados a novas sessões de queda nesta sexta-feira (9). 

A Bolsa brasileira acompanhou e recuou 0,11%, mas conseguiu terminar uma semana de alta volatilidade, na qual o Ibovespa foi de 99 mil a quase 105 mil pontos durante os pregões, com saldo positivo. No acumulado do período, há a valorização de 1,3%.

O dólar subiu 0,350%, a R$ 3,9410. Na semana, a alta é de 1,230%, quarta valorização seguida da moeda americana  

Segundo dados divulgados nesta sexta, a economia britânica encolheu pela primeira vez desde 2012 no segundo trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido caiu 0,2% em relação ao trimestre anterior, abaixo das expectativas de economistas, que apontavam estagnação.

Na base anual, o crescimento desacelerou a 1,2%, de 1,8% no primeiro trimestre, leitura mais fraca desde o início de 2018.

O número é visto pelo mercado como consequência do aumento dos estoques pré-Brexit no início de 2019 e vem no momento em que o primeiro-ministro, Boris Johnson, busca a saída da União Europeia em outubro.

"A queda da economia britânica volta a chamar atenção para os riscos de um Brexit desordenado, principalmente no momento delicado que vive a economia mundial. Vale ressaltar: o banco central inglês já havia projetado uma recessão técnica por conta do peso que a incerteza do Brexit tem sobre a economia, previsão que se torna realidade caso o PIB contraia novamente no terceiro trimestre", diz relatório da Guide Investimentos.

Além da contração da economia do Reino Unido, a produção industrial francesa também desapontou economistas. Em junho, a produção caiu 2,3% em relação ao mês anterior. A previsão era de queda de apenas 1,4%.

As balanças comerciais da Alemanha e da Holanda também tiveram uma piora em junho, com menos exportações.

Além disso, se instalou uma crise política na Itália. O líder do principal partido governista e vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, declarou, na quinta (8), que a coalizão de direita se tornou ingovernável e defendeu a antecipação das eleições.

O noticiário negativo levou o CDS (Credit Defaut Swap), espécie de seguro contra calote, da Itália para o maior patamar desde 2013, a 215 pontos.

Já Bolsa italiana foi para o menor patamar desde junho, com queda de 2,48% nesta sexta, e desvalorização acumulada de 3,43% na semana.

A Bolsa de Londres recuou 0,44%, Paris recuou 1,11% e Frankfurt 1,28%.

Também nesta sexta, o presidente americano Donald Trump disse que pode cancelar as reuniões de negociação comercial com a China marcadas para setembro, em Washington.

Trump ainda declarou que não está pronto para fazer um acordo com Pequim e que os Estados Unidos vão continuar a restringir negócios com a Huawei.

As Bolsas americanas também fecharam em queda. Dow Jones recuou 0,34%, S&P 500, 0,63% e Nasdaq, 1%.

No Brasil, o Ibovespa recuou 0,11%, a 103.996. O giro financeiro foi de R$ 17 bilhões, acima da média diária para o ano. 

O ambiente doméstico favorável, com a ida da reforma da Previdência para o Senado, e bons resultados corporativos reduziram o impacto negativo do exterior.

Dentre os destaques desta sexta, está a Qualicorp, que subiu 35,82%, a R$ 29,88, depois que a rede D'Or São Luiz se comprometeu a adquirir 10% de suas ações.

A B2W, dona das Lojas Americanas e do Submarino, também disparou nesta sessão. As ações tiveram alta de 17,62%, a R$ 44, depois que a companhia reportou bons resultados no segundo trimestre.

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