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Déficit comercial dos EUA tem em novembro maior alta em quase 34 anos

Reuters
Déficit comercial dos EUA tem em novembro maior alta em quase 34 anos
Déficit comercial dos EUA tem em novembro maior alta em quase 34 anos

WASHINGTON, 29 Jan (Reuters) - O déficit comercial dos Estados Unidos registrou o maior aumento em quase 34 anos em novembro em meio a uma alta nas importações de bens de capital, provavelmente impulsionado por um boom de investimentos em inteligência artificial, o que pode levar economistas a reduzirem suas estimativas de crescimento econômico para o quarto trimestre.

O déficit comercial aumentou 94,6%, para US$56,8 bilhões, informaram nesta quinta-feira o Escritório de Análise Econômica e o Census Bureau do Departamento de Comércio. A variação percentual foi a maior desde março de 1992. Economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial aumentaria para US$40,5 bilhões.

A divulgação do relatório foi adiado devido à paralisação do governo dos EUA, que durou 43 dias. As importações aumentaram 5,0%, para US$348,9 bilhões. As importações de bens avançaram 6,6%, para US$272,5 bilhões, com os bens de capital subindo US$7,4 bilhões, para um recorde histórico. Elas foram impulsionadas por fortes ganhos nas importações de computadores e semicondutores. Mas as importações de acessórios para computadores diminuíram US$3,0 bilhões.

As importações de outros bens também foram as mais altas já registradas. As importações de bens de consumo cresceram US$9,2 bilhões, impulsionadas por produtos farmacêuticos. Houve grandes oscilações nas importações de produtos farmacêuticos, provavelmente relacionadas às tarifas dos EUA. As importações de suprimentos industriais caíram US$2,4 bilhões.

As exportações tiveram queda de 3,6%, para US$ 292,1 bilhões em novembro. As exportações de bens despencaram 5,6%, para US$185,6 bilhões. Elas foram puxadas para baixo por uma queda de US$6,1 bilhões nas exportações de suprimentos e materiais industriais, refletindo reduções no ouro não monetário, outros metais preciosos e petróleo bruto.

As exportações de bens de consumo diminuíram US$3,1 bilhões em meio a um declínio nas remessas de produtos farmacêuticos.

O déficit comercial de bens aumentou 47,3%, para US$86,9 bilhões. As importações de serviços caíram, enquanto as exportações nessa categoria foram as mais altas já registradas. A deterioração do déficit comercial em novembro pode moderar as expectativas dos economistas de que o comércio dará outro grande impulso ao Produto Interno Bruto no quarto trimestre.

O comércio contribuiu para o crescimento do PIB no segundo e terceiro trimestres de 2025.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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