SÃO PAULO - O dólar comercial vai na contramão do mercado externo e cede, com recyuo de 0,90% ante o real, cotado a R$ 3,382, após o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ressaltar que o país “tem reservas suficientes para intervir no mercado se necessário”. Antes da fala de Ilan, o dólar subia a R$ 3,42 em reação à tensão geopolítica entre Estados Unidos e Rússia por causa da Síria. hoje reagindo ao tuíte de Donald Trump pedindo para que a Rússia se preparasse para ataque dos EUA contra a Síria. Apesar disso, a Bolsa brasileira registra valorização de 0,79% aos 85.181 pontos.
Além da declaração do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, contribui também para a queda, em especial desde o final da manhã, a recuperação do rublo, que fez com que todas as moedas de emergentes melhorassem seu desempenho em relação ao dólar.
— O rublo passou a apreciar e ajudou na recuperação de outras emergentes. O petróleo também opera com fortes ganhos, o que ajuda no desempenho das moedas de país produtores. Internamente, a fala de Ilan mostrou que o BC vai agir se o dólar aqui se descolar muito do movimento externo — avaliou Cleber Alessie, operador da corretora H.Commcor.
Pela manhã, Ilan afirmou que o Brasil tem colchões para enfrentar a recente volatilidade nos mercados financeiros, como elevadas reservas internacionais e estoque mais baixo de swaps cambiais tradicionais — operações equivalentes à venda futura de dólares e que servem para conter a valorização da moeda americana.
— Temos reservas, déficit em conta corrente é bem financiado por investimento estrangeiro direto. (...) Reduzimos o estoque de swaps para momentos como o que temos hoje — disse Ilan. — Temos mais colchões do que tínhamos no passado.
As Bolsas europeias e americanas operam no vermelho, enquanto aumenta a busca por investimentos considerados mais seguros, como títulos do Tesouro americano e ouro. O Dow Jones opera em queda de 0,52% e o S&P 500 recua 0,40%. Na Europa, o índice Euro Stoxx 50, referência para as ações da zona do euro, cai 0,69%. A Bolsa de Londres recua 0,11% e a de Frankfurt, 0,97%.
O Brasil vai na contramão, com o Ibovespa em alta. As principais ações do índice operam em alta. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) da Petrobras sobem 1,63%, cotadas a R$ 21,75, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) avançam 2,18%, a R$ 24,32. Os papéis da estatal são beneficiados pelo aumento do petróleo no mercado internacional, um dos efeitos do temor de ataques à Siria. O Brent sobe 1,03%, a US$ 71,77 o barril.
O setor bancário, de maior peso na composição do Ibovespa, também estão em terreno positivo. As preferenciais do Itaú Unbianco e do Bradesco sobem, respectivamente, 1,46% e 2,02%. Os papéis do Banco do Brasil também operam em alta, com valorização de 1,18%.
Ainda entre as altas, os papéis da Embraer sobem 4,33%. fabricante de aviões brasileira negocia um acordo com a americana Boeing.



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