BRASÍLIA - Na missão de defender sua biografia, o presidente aproveitou discurso em evento da , na manhã desta quinta-feira, para tentar aplicar vacinas contra ataques que seu governo deve sofrer dos opositores até as eleições.
Diante de uma plateia de centenas de servidores do banco, o chefe do poder Executivo disse que quem quiser se opor ao governo terá que proferir argumentos que jogariam contra a população e o bem do país.
— Este ano, estamos entrando em período eleitoral. E haverá disputas. É natural que alguns apoiam o que o governo fez e outros não — disse Temer, acrescentando:
— Quem quiser contestar as obras do governo vai ter que dizer o seguinte: ‘Eu sou contra o teto de gastos (...) quero gastar à vontade’”.
Ele também citou as reformas trabalhista, a da educação e as mudanças promovidas na economia.
— Quem quiser contestar o governo vai ter que dizer ‘ Eu sou contra esses ridículos 2,95% de inflação, eu quero inflação de 10,2%. Eu sou contra esses juros de mínimos de 7%, eu quero os juros em 14,25%, eu sou contra a abertura enorme de postos de trabalho (...), eu sou a favor da falta de credibilidade do país — disse o presidente, em tom de ironia.
Temer destacou o papel social da Caixa, frisando que a instituição financeira ajuda a levar e a viabilizar a promoção de benefícios para os brasileiros mais carentes, como o programa Minha Casa Minha Vida. Ressaltou ainda a importância do banco na ajuda para criação de novos postos de trabalho, especialmente na área de construção civil, com financiamento de imóveis e obras de infraestrutura.
Por fim, aproveitou para dar o recado que não há atritos entre seus ministros. Disse que há harmonia de trabalho entre eles, que trabalham sempre de modo integrado. O mesmo, segundo ele, acontece na Caixa Econômica Federal.

