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CVM suspende por 30 dias a oferta de ações da Azul

SÃO PAULO - A oferta pública da companhia aérea Azul, que seria concluída nesta quinta-feira, foi suspensa por 30 dias pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com comunicado da CVM, foi suspensa tanto a oferta primária e secundária de ações.

A decisão foi tomada, segundo a CVM, porque houve a disponibilização na internet de material sobre a oferta oferecido a investidores, ficando caracterizado o uso irregular de material publicitário não aprovado pela CVM.

De acordo com a CVM, na apresentação divulgada na web havia dados com projeções sobre valorização dos ativos da companhia com o investimento nos ativos da TAP, o que não consta nos documentos da oferta de ações.

"Tal fato caracteriza infração ao art. 50, § 2º, da ICVM 400, uma vez que o material publicitário não poderá conter informações diversas ou inconsistentes com as constantes do prospecto”, diz a nota da CVM.

Ainda de acordo com a CVM, houve divulgação de informações de caráter sigiloso sobre a demanda e precificação das ações na imprensa, entre os dias 4 e 5 de abril passados, o que também caracteriza infração.

Além de suspender a oferta de ações, a CVM também determinou a publicação imediata de comunicado ao mercado, informando a decisão da suspensão. A suspensão poderá ser revogada se as irregularidades apontadas forem devidamente corrigidas. Caso contrário, o pedido de registro da oferta será indeferido.

As ações da Azul Linhas Áreas deveriam começar a ser negociadas na Bolsa de Valores nesta sexta-feira, depois de três tentativas frustradas de abrir seu capital (o chamado IPO, na sigla em inglês). A expectativa era que a operação movimentasse entre R$ 1,37 bilhão e R$ 2,2 bilhões, o que seria o maior IPO de uma empresa brasileira desde 2013.

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