BRASÍLIA — O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) negou, em nota divulgada nesta quarta-feira, negando ter influenciado na nomeação dos quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal que foram afastados pelo presidente Michel Temer por serem investigados. Cunha ressaltou ainda que não tem “qualquer relação pessoal com eles”.
O ex-deputado afirmou que Antonio Carlos Ferreira, um dos executivos afastados, foi indicado pela então deputada, e hoje senadora, Rose Freitas (PMDB-ES), em 2014. Cunha nega ter impostos condições para mantê-lo no cargo, como o próximo executivo relatou. “São falsas as declarações dele em auditoria interna sobre diálogos comigo e desafio a prová-las”, escreveu.
Cunha acrescenta ainda que, “ao que parece”, o atual padrinho de Ferreira seria o ex-ministro da Indústria Marcos Perreira, que pediu demissão no início do ano.
Em nota, Rose de Freitas afirmou que apoiou a indicação do vice-presidente “como coordenadora da bancada do Espírito Santo, e com apoio de integrantes daquele colegiado”. A parlamantar ressaltou que Ferreira era conhecido pelos deputados do estado por ter sido superintende regional da Caixa no banco.

