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Crescimento salarial na zona do euro desacelera no segundo trimestre

Reuters
Crescimento salarial na zona do euro desacelera no segundo trimestre
Crescimento salarial na zona do euro desacelera no segundo trimestre

FRANKFURT, 16 Set (Reuters) - O crescimento dos salários na zona do euro continuou a desacelerar no último trimestre mesmo com a alta da inflação, e os acordos salariais negociados apontam para apenas uma leve aceleração no próximo ano, o que tranquiliza as autoridades do Banco Central Europeu sobre o controle do aumento dos preços.

O BCE está acompanhando de perto a evolução dos salários para verificar se o recente aumento da inflação devido à energia está alimentando demandas salariais excessivas, já que isso poderia desencadear uma espiral salário-preços difícil de ser interrompida e que exigiria um aperto monetário mais agressivo.

O BCE já elevou as taxas de juros duas vezes este ano, mas afirma que apenas um aperto moderado da política monetária é necessário uma vez que o atual choque inflacionário é muito mais brando do que em 2022, quando o aumento dos preços ultrapassou 10% e o BCE demorou a reagir.

O aumento anual dos custos trabalhistas desacelerou para 3,1% no segundo trimestre, ante 3,3% nos três meses anteriores, após ter subido mais de 5% no auge da crise de inflação de 2022/23, segundo dados divulgados pelo Eurostat nesta quarta-feira.

Enquanto isso, números separados do BCE apontam para apenas um aumento modesto no crescimento salarial negociado para o primeiro semestre de 2027.

O indicador do BCE sugere um crescimento salarial negociado de 2,6% a 2,7% até o final do primeiro trimestre do próximo ano, seguido de uma aceleração para 2,8%, informou o banco.

O BCE vem afirmando há muito tempo que um crescimento salarial de 3% é amplamente consistente com sua meta de inflação de 2%, e suas projeções neste mês continuam indicando apenas pressões salariais modestas, dada uma certa fraqueza no mercado de trabalho.

A principal preocupação do BCE é que os altos custos da energia acabem por elevar o custo de outros bens e serviços, e que os sindicatos respondam exigindo compensação por esse aumento.

No entanto, nada disso parece estar se refletindo nos dados até o momento, o que tem surpreendido algumas autoridades.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

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