LONDRES, 3 Set (Reuters) - O crescimento do setor de serviços da zona do euro recuou para o menor nível em dois meses em agosto, embora a demanda sólida e generalizada tenha mantido a atividade geral do setor privado em território de crescimento, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços da S&P Global para a zona do euro recuou para 51,6 em agosto, ante 51,7 em julho, contra preliminar que apontava repetição da taxa do mês anterior.
O PMI Composto, que combina serviços e indústria, permaneceu próximo de sua média de longo prazo de 52,3 ao registrar leitura de 52,0 em agosto, sugerindo que o setor privado do bloco está expandindo em um ritmo constante, embora não espetacular.
Um valor acima de 50,0 indica crescimento.
“Os dados do PMI de agosto colocam a zona do euro no caminho certo para um trimestre sólido de crescimento no terceiro trimestre. O ímpeto da economia industrial acelerou de forma satisfatória e o setor de serviços superou a fraqueza inicial observada após a alta dos preços da energia no início da guerra no Oriente Médio”, disse Joe Hayes, economista sênior principal da S&P Global Market Intelligence.
Os novos negócios no setor de serviços — um indicador-chave da demanda — voltaram a crescer de forma sólida em agosto, embora o aumento tenha sido impulsionado pelas vendas domésticas, já que os pedidos do exterior caíram. Ainda assim, a demanda maior por bens manufaturados fez com que os pedidos de exportação do setor privado como um todo aumentassem pela primeira vez em quatro anos e meio.
O emprego no setor de serviços cresceu no ritmo mais acelerado dos últimos oito meses, prolongando uma tendência positiva em curso desde junho. Em todo o setor privado, agosto marcou o primeiro mês de criação líquida de empregos neste ano.
Quanto aos preços, tanto os custos dos insumos quanto os preços de venda em serviços atingiram máximas de três meses em agosto. No PMI Composto, a inflação dos custos dos insumos recuou ligeiramente, enquanto o aumento dos preços de venda permaneceu inalterado. As pressões sobre os preços seguem elevadas em termos históricos e acima dos níveis observados antes do início da guerra entre os EUA, Israel e o Irã.
(Reportagem de Jonathan Cable)



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