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CORREÇÃO-Fazenda vê pressão fiscal em benefícios sociais e aponta compromisso de formular e aprovar medidas

Por Reuters

07/02/2026 15h26 — em
Economia



(Ajusta no 2º parágrafo prazo para gasto com BPC superar o com Bolsa Família para 2029, em lugar de 2028, e no 3º parágrafo despesa com Previdência projetada para 2035 para R$2 tri, em lugar de R$3,4 tri, em ambos os casos após SPE corrigir cálculos originalmente divulgados)

BRASÍLIA, 6 Fev (Reuters) - A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda afirmou nesta sexta-feira que a trajetória projetada para desembolsos com benefícios sociais gera pressão e cria desafios para o arcabouço fiscal, apontando que o governo está comprometido em formular e aprovar medidas de contenção.

Relatório da secretaria projetou que o gasto do governo com Benefício de Prestação Continuada (BPC) saltará de R$127 bilhões em 2025 para R$300 bilhões em 2035. A SPE espera que os gastos com o benefício, pago a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda, superem o do Bolsa Família já em 2029.

No caso da Previdência Social, a secretaria estimou que a despesa federal subirá de R$1 trilhão em 2025 para R$2 trilhões em 2035. Os cálculos consideram projeções de evolução demográfica do país.

Para a SPE, essas duas rubricas vão gerar “pressão fiscal significativa” sobre o arcabouço, que impõe limite geral de 2,5% ao ano para a evolução dos gastos acima da inflação.

De acordo com a pasta, a média de expansão dos gastos sociais -- que consideram despesas com Saúde, Educação, Bolsa Família, BPC, Previdência e Assistência Social -- foi de 6,16% ao ano acima da inflação desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acima de governos anteriores.

“O governo federal segue comprometido em formular e aprovar as medidas necessárias para mitigar os desafios relacionados à sustentabilidade das regras fiscais”, disse.

O documento destacou compromisso especial com a busca por soluções para a redução do ritmo de crescimento das despesas obrigatórias, além de estabelecer instrumentos de racionalização do orçamento público, eliminação de distorções na despesa e de aprimoramento nos instrumentos de arrecadação.

Em entrevista coletiva, o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, ponderou que, na avaliação do governo, as políticas sociais em vigor estão cumprindo seus objetivos, com redução da desigualdade e melhora em indicadores do mercado de trabalho.

(Por Bernardo Caram)


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